- Com o início do outono, as infecções respiratórias no Brasil têm aumentado, e os casos de gripe já dobraram em um ano.
- A vacinação contra gripe é prioritária, especialmente para idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças pulmonares ou cardíacas.
- Há vacina da gestante para o Vírus Sincicial Respiratório, que protege o recém-nascido logo no nascimento, já que esse vírus é o principal causador da bronquiolite.
- A vacinação contra a Covid-19 continua importante: pessoas com comorbidades devem tomar uma dose por ano, e quem tem imunossupressão ou câncer pode precisar de duas doses anuais.
- A imunização contra o Pneumococo é indicada para idosos e grupos com doenças, além de já fazer parte do programa para recém-nascidos.
Um mês após o início do outono, as infecções respiratórias no Brasil voltaram a crescer, com os casos de gripe já aumentando consideravelmente. Oito explica o que está em jogo: quais vacinas devem ser priorizadas para reduzir o impacto dessas doenças na população.
Em entrevista ao Alerta Brasil, o infectologista Marcelo Otsuka destacou a prioridade da vacina contra influenza, principalmente para idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças cardíacas ou pulmonares. Esse grupo é o foco das campanhas de proteção contra a gripe.
Otsuka também ressaltou o papel do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente da bronquiolite. Segundo ele, há a vacina da gestante, que transfere anticorpos para o bebê ainda na gravidez, conferindo proteção ao recém-nascido.
Principais vacinas em foco
Ainda conforme o médico, a imunização contra Covid-19 segue relevante, especialmente para quem tem comorbidades ou doenças graves. Pessoas com doenças cardíacas, pulmonares ou câncer podem precisar de doses adicionais conforme o risco individual.
Para quem possui comorbidades, a recomendação é de uma dose anual da vacina contra a Covid-19. Já em condições de imunossupressão, como câncer, a indicação é de duas doses por ano.
Otsuka reforça a importância da vacinação contra o Pneumococo, causado por uma bactéria associada a pneumonias, infecções no ouvido e meningites. Embora administrada no esquema infantil, essa vacina também é indicada para idosos e grupos com risco.
Ele também cita o sarampo para contextualizar a proteção vacinal: casos recentes demonstram que a imunização permanece essencial para evitar doença grave e transmissão, independentemente da idade.
O especialista conclui destacando que manter a vacinação atualizada é uma meta de saúde pública para todas as faixas etárias, protegendo crianças, adultos e idosos.
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