- Relógios atômicos ópticos podem ser usados para testar a hipótese de que o tempo tenha comportamento quântico em determinadas condições.
- O estudo foi publicado nesta segunda-feira, dia 20, na revista Physical Review Letters.
- A ideia é que o intervalo de tempo registrado por um relógio extremamente preciso possa entrar em superposição, simulando diferentes velocidades de passagem do tempo ao mesmo tempo.
- Para tornar as assinaturas quânticas mais visíveis, a proposta utiliza a técnica de squeezing, que reduz ruídos e amplifica flutuações sutis.
- Se comprovado, o resultado pode contribuir para entender a relação entre mecânica quântica e relatividade e tornar os relógios uma ferramenta prática de laboratório para esse tipo de investigação.
Um estudo publicado na revista Physical Review Letters aponta que relógios atômicos ópticos, entre os instrumentos mais precisos da física, podem ajudar a testar se o tempo tem comportamento quântico sob condições específicas.
Segundo os autores, quando um relógio extremamente preciso obedece a regras da mecânica quântica, o intervalo de tempo registrado pode entrar em superposição, permitindo que ele “corra” mais rápido e mais devagar ao mesmo tempo. A ideia é debatida no laboratório.
Os relógios atômicos funcionam isolando átomos, resfriando-os a temperaturas muito baixas e usando lasers para medir mudanças sutis em seus estados com alta exatidão. A proposta utiliza a técnica de squeezing para reduzir ruídos quânticos.
Os pesquisadores destacam que o teste poderia tornar o tempo uma ferramenta prática para investigar a relação entre mecânica quântica e relatividade, dois pilares da física ainda sem unificação completa. O objetivo é avançar na compreensão em laboratório.
Apesar do uso de tecnologia de ponta, a conclusão é conservadora: não há prova de que o tempo seja quântico. O que fica demonstrado é a viabilidade de testar essa hipótese com a nova geração de relógios ópticos em ambiente controlado.
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