- Cobra píton amarela albina, quase quatro metros, foi resgatada pelos bombeiros pela manhã de 21 de abril no centro de Aruanã, a cerca de trezentos e quinze quilômetros de Goiânia.
- O animal pertence a um morador da cidade que coleciona outras espécies; ele conseguiu pegar a serpente de volta após o resgate.
- A Polícia Civil de Goiás abriu investigação para apurar se o morador tem autorização para criar a píton.
- A píton amarela não é nativa do Brasil e é considerada animal silvestre exótico pelo Ibama; importação e criação são proibidas sem autorização ambiental.
- No Brasil, serpentes filhotes podem custar cerca de R$ 3 mil e adultos até R$ 15 mil; a espécie pode atingir até 10 metros de comprimento e cerca de 80 quilos, e não é venenosa.
A cobra píton albina, de quase 4 metros, foi resgatada pelos bombeiros na manhã desta terça-feira (21/4) no centro de Aruanã, cidade a cerca de 315 km de Goiânia. O animal pertence a um morador da cidade, que coleciona outras espécies, segundo a corporação.
Moradores chamaram o Corpo de Bombeiros após avistarem a serpente na calçada, perto de um matagal. Não se sabe ainda como a cobra escapou do local onde era criada. A atuação ocorreu com apoio de equipes técnicas.
Um homem que se apresentou como dono da cobra foi até o quartel dos bombeiros e recuperou o animal. A ocorrência foi registrada na Polícia Civil de Goiás para apurar autorização de criação da serpente.
Detalhes do animal e regulamentação
A píton albina não é nativa do Brasil e é classificada pelo Ibama como animal silvestre exótico, originário da Ásia e da África. A importação e criação são proibidas, salvo em casos autorizados pelo órgão ambiental.
No Brasil, serpentes da espécie podem chegar a 10 metros de comprimento, pesar até 80 quilos e não são venenosas. A píton amarela é uma das maiores serpentes constritoras do mundo e costuma ter preço elevado no comércio informal.
Contexto e próximos passos
O Ibama proíbe a criação sem autorização e orienta acionamento das autoridades competentes em casos semelhantes. As investigações buscam esclarecer como o animal saiu do local onde é mantido e a regularidade da criação.
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