- André Piza, engenheiro de computação brasileiro de 48 anos, é o Head Global de AgTech da Syngenta e a primeira pessoa do Brasil nesse nível na área.
- A empresa avança para conectar produtores, algoritmos e decisões agronômicas, com meta de alcançar 100 milhões de hectares monitorados até 2030 (hoje são cerca de 76 milhões, com 15 milhões no Brasil).
- O projeto central envolve a plataforma Cropwise, que evoluiu de plataforma de tecnologia para ecossistema aberto, presente em mais de 30 países com cerca de 50 mil produtores conectados.
- A IA é usada para reduzir complexidade, melhorar previsões e tornar as soluções mais democráticas, conectando recomendações agronômicas à venda de insumos.
- O Brasil ocupa posição-chave na transformação, atuando como polo de desenvolvimento tecnológico e respondendo por soluções globais em monitoramento, satélite e gestão de dados.
A Syngenta avança na transformação digital do agronegócio, conectando dados, inteligência artificial e decisão de compra de insumos em uma plataforma global. O movimento não é apenas tecnológico: pretende redesenhar a relação entre produtores e a empresa, com foco em resultados em escala.
O avanço é liderado por André Piza, brasileiro de 48 anos, engenheiro de computação e Head Global de AgTech. Pela primeira vez, um executivo do Brasil ocupa esse nível na estrutura global da companhia. A meta é ampliar a área de atuação para 100 milhões de hectares até 2030.
A transformação começou com a consolidação de estruturas dispersas em um único ambiente, o Cropwise, na sede global em Suíça. A iniciativa envolveu ampliar a equipe de engenharia de cerca de 100 para 750 profissionais, com atuação em diversos países.
O Cropwise evoluiu de plataforma para ecossistema aberto, presente em mais de 30 países e com cerca de 50 mil produtores conectados. A estratégia Cropwise Plus passou a oferecer recomendações baseadas em clima, solo e histórico produtivo, integrando a oferta de insumos com a tomada de decisão agronômica.
Para Piza, a IA não gera dados, mas redesenha a forma de utilizá-los. A tecnologia reduz a barreira tecnológica, aproximando o produtor das ferramentas digitais e promovendo decisões com previsões mais contextuais.
A inovação fica apoiada em dados consistentes coletados por meio de sensores, IoT, imagens de satélite e análises de solo. O aumento de automação visa reduzir ruídos na decisão e ampliar a confiabilidade das recomendações.
A Syngenta abriu o ecossistema para desenvolvedores externos, disponibilizando APIs e ferramentas. O objetivo é ampliar a inovação sem exigir grandes investimentos locais em pesquisa, contribuindo para reduzir desigualdades tecnológicas no campo.
Brasil como polo central
O Brasil ocupa posição estratégica no projeto. Equipes nacionais são responsáveis por soluções globais em monitoramento, satélite e gestão de dados. A liderança brasileira é vista como alavanca para tornar a produção agroindustrial mais rentável e sustentável.
Segundo Piza, o país tem papel crucial na transformação digital do setor, unindo escala produtiva e capacidade tecnológica. A empresa pretende manter o Brasil no centro dessa evolução, com foco na proximidade com o produtor e maior precisão na oferta de insumos.
Em resumo, a estratégia da Syngenta passa pela integração de dados, IA e operações de campo para orientar decisões de negócio, ampliar a eficiência e sustentar o crescimento em um mercado cada vez mais orientado por tecnologia. A prioridade é conectar produtores, algoritmos e decisões agronômicas em escala mundial.
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