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Muralha de pedra de 6 km é encontrada no mar da Europa, revelando cidade submersa de 5 mil anos

Muralha de seis quilômetros encontrada no mar perto de Pavlopetri revela defesa micênica e cidade submersa de cinco mil anos

Blocos de calcário da muralha micênica encontrados sob as águas da península da Lacônica
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  • Arqueólogos encontraram uma muralha de pedra com seis quilômetros de extensão, protegendo uma cidade submersa na Grécia, próxima à ilha Pavlopetri, com datação de cinco mil anos.
  • A estrutura foi descoberta com sonar de varredura lateral, em área na península da Lacônica, sob sedimentos marinhos.
  • A muralha faz parte de um complexo urbano submerso que já apresentava ruas pavimentadas, residências de dois andares, armazéns de cereais e sistemas de drenagem.
  • A função principal da muralha era defesa perimetral, protegendo também a infraestrutura portuária contra tempestades do mar Egeu.
  • O mapeamento por sonar permitiu confirmar a sofisticação da urbanização micênica, evidenciando planejamento urbano avançado há cinco mil anos.

A muralha de pedra, com seis quilômetros de extensão, foi descoberta no mar ao redor da Grécia. Ela protege uma cidade submersa datada da Idade do Bronze, associada à civilização micênica e situada próximo à ilha de Pavlopetri. A descoberta ocorreu durante pesquisas oceanográficas em 2026.

Pesquisadores utilizaram sonar de varredura lateral para mapear o leito marinho da costa sul da Grécia. A linha contínua de blocos de calcário, pesados e preservados sob sedimentos, foi confirmada como estrutura defensiva não natural, construída pela micênica.

A detecção começou em missões de mapeamento geológico que avaliavam erosão costeira na península da Lacônia. A análise de dados de alta resolução indicou função militar e proteção da infraestrutura portuária, ligando a obra à tradição de engenharia da época.

Detalhes da muralha

Os blocos de calcário formam uma barreira fixa que contorna trechos da linha costeira. A extensão de seis quilômetros sugere planejamento urbano integrado a fortificações, indicativo de uma sociedade com recursos logísticos consideráveis.

A equipe registra a presença de estruturas associadas à cidade submersa, incluindo áreas residenciais, armazéns para cereais e vias de circulação sob a água. Tais elementos revelam um centro urbano com função portuária.

Segredos da cidade submersa

As moradias identificadas possuem dois andares e mostram divisões internas funcionais. Os armazéns indicam estoque de cereais, apontando uma economia centralizada e voltada para o comércio marítimo na região.

Sistemas de canalização para água pluvial e pátios amplos aparecem como evidência de planejamento urbano avançado. Muros de arrimo reforçados protegiam áreas habitáveis e dependências portuárias contra marés.

Função da muralha

A muralha atuava como defesa perimetral e como proteção da infraestrutura portuária frente a tempestades do Mar Egeu. Técnicas de fundação hidráulica e resistência de materiais foram aplicadas para enfrentar o ambiente salino.

As medições geofísicas indicam a escala monumental da obra, associada a uma população que já manejava recursos pesados e planejamento urbano no Mediterrâneo antigo. A estrutura reforça o papel de Pavlopetri como portos antigo de alto engenho.

Panorama histórico

O mapeamento por sonar permitiu visualizar a malha urbana sem escavações invasivas. Os dados sugerem que a sofisticação urbana associada a períodos posteriores já existia há cerca de cinco mil anos na região.

A disposição de armazéns próximos a vias de água aponta para um porto comercial ativo. A integração entre muralha defensiva e residências reflete uma arquitetura social que priorizava defesa e atividade econômica.

Contexto geológico

O afundamento da cidade está ligado a movimentos tectônicos graduais e ao aumento do nível do mar no Mediterrâneo. Estudos sugerem que tremores na zona de subducção helênica aceleraram o processo de submersão na região.

O sítio arqueológico permanece como referência para entender adaptações humanas a mudanças climáticas e geológicas. A preservação dos artefatos sob água permite novas leituras sobre o cotidiano de milhares de anos atrás.

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