- O consumo excessivo de cúrcuma pode causar lesões hepáticas, já que o fígado metaboliza substâncias; pessoas com cirrose, esteatose ou hipertensão apresentam maior risco.
- Sintomas incluem cansaço intenso, perda de apetite e icterícia; a recuperação costuma ocorrer em poucas semanas após interromper o uso.
- Além do fígado, a curcumina em altas doses pode irritar o trato gastrointestinal e há risco de interações com anticoagulantes; vitaminas lipossuáveis (A, D, E e K) também podem se acumular.
- Na culinária, a cúrcuma em pó tem baixa biodisponibilidade; fórmulas com curcumina e piperina (da pimenta-do-reino) aumentam a absorção e o risco de toxicidade em cápsulas importadas.
- A recomendação é usar suplementação apenas sob prescrição médica, após comprovação de deficiência por exames; manter o uso restrito ao preparo de alimentos.
O uso indiscriminado de cúrcuma em altas doses pode provocar lesões no fígado e inflamação grave. Reguladores, como a Anvisa, sinalizam riscos também em outros países, como França e Canadá. A notícia chega após crescimento do consumo de suplementos de cúrcuma no Brasil, apesar de o tempero ter valor antioxidante.
Especialistas apontam que o fígado é o principal órgão afetado, porMETABOLIZAR substâncias e eliminar toxinas. O hepatologista Fernando Pandullo explica que altas dosagens da curcumina podem causar lesões hepáticas, com mecanismos ainda em estudo. Pacientes com cirrose, esteatose ou hipertensão têm maior vulnerabilidade.
Sintomas comuns incluem cansaço intenso, queda de apetite e icterícia. Pandullo ressalta que a recuperação é esperada após suspensão do suplemento, geralmente em poucas semanas. Diogo Toledo, nutrólogo, acrescenta que doses elevadas irritam a mucosa do trato gastrointestinal, causando náuseas, dor abdominal e diarreia.
Interações com medicamentos também preocupam. O nutrólogo destaca que a prática de consumir suplementos sem orientação pode gerar riscos, principalmente com anticoagulantes. Ele alerta para o acúmulo de vitaminas lipossolúveis A, D, E e K em doses sem supervisão, com potencial toxicidade.
Riscos no uso culinário e na suplementação
Na cozinha, a cúrcuma em pó apresenta baixa biodisponibilidade quando usada como tempero, o que reduz o risco de tóxicos no sangue. A curcumina, porém, ganha maior absorção quando associada à piperina, presente na pimenta-do-reino, prática comum em formulações de cápsulas importadas. Essa combinação aumenta a absorção e, por consequência, o potencial de danos.
Especialistas da Associação Brasileira de Fitoterapia recomendam uso sob orientação médica apenas após exames que comprovem deficiência. Mantém-se a recomendação de restringir a cúrcuma ao preparo de alimentos, onde atua como ingrediente valorizado em molhos e pratos saudáveis.
Entre na conversa da comunidade