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Anvisa limita dose de cúrcuma em suplementos e exige alerta nos rótulos

Anvisa fixa faixa segura de curcuminoides em suplementos de cúrcuma e exige alerta nos rótulos; prazo de seis meses para adaptação

A cúrcuma é amplamente utilizada como tempero e também como base para produtos com proposta anti-inflamatória - (crédito: Reprodução/Canva)
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  • Anvisa estabelece faixa segura de consumo de cúrcuma em suplementos: ingestão diária de 80 mg a 130 mg de curcuminoides para adultos, com até 130 mg de curcumina e 120 mg de tetraidrocurcuminoides.
  • Rótulos devem incluir alerta claro informando que o consumo não é recomendado para gestantes, lactantes, crianças e pessoas com doenças hepáticas, biliares ou úlceras gástricas.
  • Empresas têm seis meses para adequar fórmulas, embalagens e rotulagem; durante a transição, produtos podem ser comercializados desde que as advertências estejam disponíveis por outros canais.
  • Medida acompanha alertas internacionais sobre risco raro de inflamação e danos ao fígado, especialmente em formulações mais potentes com maior absorção da curcumina.
  • A cúrcuma é comum como tempero; em suplementos, concentrações altas podem levar a hepatite medicamentosa, mas o uso na alimentação continua considerado seguro.

A Anvisa limitou a dosagem de cúrcuma em suplementos alimentares e obrigou avisos nos rótulos. A medida, publicada no Diário Oficial da União em 22 de abril, visa reduzir riscos de inflamação e danos ao fígado relacionados ao uso excessivo.

A norma define faixas de consumo seguras para adultos e restringe grupos vulneráveis. O consumo diário deve ficar entre 80 mg e 130 mg de curcuminoides, com limites específicos para curcumina e tetraidrocurcuminoides.

Além disso, os rótulos devem trazer alerta claro de que o uso não é recomendado para gestantes, lactantes, crianças e pessoas com doenças hepáticas, biliares ou úlceras gástricas.

Prazo de adaptação e aplicação

As empresas terão seis meses para adequar fórmulas, embalagens e rotulagem. Durante o período de transição, os produtos poderão ser comercializados, desde que as advertências estejam disponíveis por outros canais.

A decisão acompanha ações internacionais. França, Canadá, Itália e Austrália já tinham emitido alertas sobre toxicidade hepática associada a cúrcuma concentrada ou com alto potencial de absorção.

Contexto técnico e uso do produto

O risco está ligado a formulações mais potentes, que elevam a absorção da curcumina. Propriedades antioxidantes da cúrcuma são reconhecidas, mas o uso em cápsulas ou extratos pode favorecer inflamação hepática quando em altas dosagens.

A Anvisa reforça que a regulamentação não altera o uso da cúrcuma na alimentação. Em quantidades culinárias, o ingrediente continua considerado seguro. A medida vale apenas para suplementos com concentração elevada.

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