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Calor extremo ameaça a agricultura global, alertam agências da ONU

Calor extremo ameaça a agricultura global; mais de 1 bilhão de pessoas fica em risco de subsistência e saúde, com queda de produtividade das culturas-chave

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  • Calor extremo ameaça a agricultura global e pode afetar os meios de subsistência e a saúde de mais de 1 bilhão de pessoas, segundo relatório da FAO e da Organização Meteorológica Mundial.
  • Ondas de calor tornam-se mais frequentes, intensas e prolongadas, prejudicando colheitas, pecuária, pesca e florestas, ampliando riscos ligados à mudança climática.
  • Temperaturas mais altas reduzem a margem de segurança vital para plantas, animais e humanos, com queda na produtividade de culturas-chave quando passam de cerca de 30°C.
  • Exemplo citado: no Marrocos, seis anos de seca seguidos por calor extremo reduziram a produção de cereais em mais de 40% e comprometeram a oliveira e frutas cítricas.
  • A cada grau de aquecimento global, a produção de milho, arroz, soja e trigo pode cair cerca de 6%, e as organizações pedem governança climática mais robusta e alerta antecipado, além de enfatizar que adaptação sozinha não basta para enfrentar o calor.

O calor extremo ameaça a produção agrícola global e a saúde de mais de 1 bilhão de pessoas, segundo um relatório conjunto de FAO e OMM. O documento foi divulgado em 22 de abril, Dia da Terra, ressaltando impactos diretos na alimentação, pecuária, pesca e florestas.

O estudo aponta que ondas de calor se tornam mais frequentes, intensas e prolongadas. Esses eventos elevam riscos climáticos e reduzem a produtividade quando as temperaturas ultrapassam cerca de 30°C, afetando culturas-chave como milho, arroz, soja e trigo.

Dados recentes indicam que o aquecimento global está acelerando. Os últimos 11 anos figuram entre os mais quentes já registrados, com 2025 ocupando o terceiro lugar no ranking histórico, conforme o relatório.

O calor extremo funciona como multiplicador de riscos: seca, incêndios e pragas se intensificam, prejudicando safras e atividades de pesca. Oceanos mais quentes elevam a frequência de tempestades e desorganizam previsões climáticas.

Entre os exemplos, o Marrocos é citado como caso de seca prolongada e ondas de calor, que reduziram a produção de cereais e prejudicaram culturas como azeitonas e cítricas, segundo o texto do documento.

As ondas de calor marinhas também se tornaram mais frequentes, reduzindo oxigênio na água e ameaçando estoques de peixes. Em 2024, a maioria dos oceanos mundiais sofreu pelo menos uma onda de calor marinha.

Segundo o relatório, cada grau adicional de aquecimento global reduz a produção das quatro principais culturas mundiais — milho, arroz, soja e trigo — em cerca de 6%. A adaptação por si só não basta para enfrentar o desafio.

Os autores defendem melhoria na governança dos riscos e de sistemas de alerta precoce, para apoiar agricultores e pescadores na tomada de decisões sobre plantio, cultivo e colheita.

A recomendação central é reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa. A cooperação internacional é apresentada como essencial para enfrentar a mudança climática e proteger meios de subsistência agrícolas e a saúde humana.

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