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Contaminação química atinge praia da Bahia, afeta pesca e comunidade em alerta

Contaminação química afeta pesca e moradores de Paripe; praia está interditada e há impactos ambientais e riscos à saúde, sob investigação

Manchas na praia de São Tomé de Paripe, em Salvador, por contaminação química
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  • Manchas azuis e amarelas apareceram desde fevereiro na praia de São Tomé de Paripe, em Salvador, associadas à contaminação por nitrato, nitrito e cobre, com interdição da área pelo Inema.
  • A Polícia Civil e o Inema investigam o caso; o Terminal Itapuã, operado pela Intermarítima, foi alvo de inspeções, e a empresa afirma colaborar e que nunca descarregou efluentes na praia.
  • Pesquisadores da Fiocruz classificam a contaminação como “acidente ambiental ampliado”, com efeitos contínuos sobre o ambiente e comunidades vulneráveis.
  • Pescadores e marisqueiras relatam mortandade de peixes, mariscos e camarões; moradores relatam sintomas de saúde, enquanto estudo da UF Bahia acompanha a fauna marinha.
  • O Ministério Público da Bahia recomenda revisão ou possível anulação da licença do Terminal Itapuã, com medidas de controle de substâncias perigosas, tratamento de efluentes e planos de emergência.

A contaminação química na praia de São Tomé de Paripe, em Salvador, afeta a pesca e mobiliza a comunidade desde fevereiro. Manchas azuis e amarelas aparecem na água e poças entre rochas após as marés, gerando odor forte na região.

O problema envolve o Terminal Itapuã, operado pela Intermarítima, que fica no mar. A empresa sustenta que não descarregou efluentes na praia e que colabora com as investigações, além de cumprir a interdição determinada pelo órgão ambiental.

O Instituto do Meio Ambiente da Bahia (Inema) aponta que a contaminação está relacionada a materiais manuseados pela empresa. A polícia civil também investiga a origem dos compostos químicos na região.

Estudos da Fiocruz classificam o caso como um acidente ambiental ampliado, com efeitos contínuos sobre o meio ambiente e populações vulneráveis da área. Pesquisadores destacam risco para comunidades periféricas, majoritariamente negras.

Pescadores relatam mortandade de peixes, mariscos e camarões, agravada pela presença de substâncias químicas. A pesquisa sobre impactos na fauna marinha é coordenada pela Universidade Federal da Bahia.

Câmeras do terminal registraram pesca com explosivo próximo ao píer, prática ilegal que intensifica a tensão local. A interdição ambiental segue vigente e orienta o monitoramento da área.

A prefeitura de Salvador afirma manter diálogo com a comunidade e promove ações emergenciais, como distribuição de cestas básicas e atualização de cadastros sociais. O Ministério Público recomenda revisão da licença do Terminal Itapuã.

A disputa de versões envolve a empresa e a antiga operadora do terminal, a Gerdau, que deixou a região em 2022. O MP sugere medidas para restringir produtos perigosos, controlar o tráfego de caminhões e ampliar planos de recuperação ambiental.

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