- O melasma é multifatorial: além da exposição solar e fatores genéticos, inflamação, alterações metabólicas e estresse oxidativo influenciam a pigmentação.
- Hormônios, especialmente estrogênio e progesterona, podem estimular a melanogênese; a predisposição genética está presente em cerca de 30% dos casos.
- Células da pele como mastócitos, queratinócitos e fibroblastos participam da inflamação local que favorece as manchadas, potencialmente agravada por poluentes e radiação.
- A alimentação é investigada como moduladora desses mecanismos, com foco em compostos antioxidantes (polifenóis, catequinas, carotenoides) que podem proteger a pele.
- Dietas ricas em vegetais e padrões plant-based ou mediterrâneos podem contribuir para um ambiente metabólico mais favorável, associando controle da inflamação e da resistência à insulina ao manejo da pele.
Nos últimos anos, a visão de que o melasma é causado apenas pela radiação solar, hormônios e genética ganhou novos contornos. Pesquisadores passaram a investigar inflamação, alterações metabólicas e estresse oxidativo como fatores que influenciam a pigmentação da pele.
A ativação de mastócitos e o aumento de substâncias inflamatórias, como a histamina, também têm sido associados ao agravamento do melasma. Surgiu, então, a questão sobre a influência da alimentação nesses mecanismos.
O que se sabia sobre hormônios e genética
O melasma é mais comum em mulheres, sobretudo com variações hormonais, como gravidez e uso de anticoncepcionais. Estudos indicam que estrogênio e progesterona podem estimular a produção de melanina. A predisposição genética está presente em cerca de 30% dos casos.
Além de melanócitos hiperativos, a pigmentação envolve transferência de melanina e a ação de genes e enzimas ligados a esse processo. A comunicação entre células da pele e respostas inflamatórias também participam, ampliando o campo de pesquisa.
O que acontece na pele
Pesquisas mostram que o melasma envolve melanócitos, queratinócitos, fibroblastos e mastócitos. Radiação UV, alterações hormonais e poluentes podem acionar moléculas inflamatórias que promovem a hiperpigmentação. Poluição pode fragilizar a barreira cutânea.
O estresse oxidativo, com excesso de radicais livres, favorece inflamação e alterações na pigmentação. Alterações na matriz extracelular e na função da barreira cutânea também acompanham o quadro.
Dieta e nutrição entram no jogo
A relação entre nutrição e pele ganha destaque. Compostos antioxidantes presentes em alimentos, especialmente polifenóis, podem modular processos ligados à pigmentação. Catequinas do chá verde são estudadas por efeito anti-inflamatório e proteção UV.
A romã, rica em elagitaninos e ácido elágico, surge como alvo de interesse, com potencial anti-inflamatório e proteção cutânea. Metabolismo dessas moléculas depende da microbiota intestinal, que as transforma em formas ativas.
Outros componentes e impactos
Carotenoides como licopeno, luteína e zeaxantina estão associados à proteção da pele frente ao estresse oxidativo. Alterações metabólicas ainda recebem atenção, incluindo inflamação de baixo grau e resistência à insulina.
Padrões alimentares ricos em açúcares e ultraprocessados elevam a formação de AGEs, que podem degradar o colágeno e comprometer a barreira cutânea. O modo de preparo dos alimentos também influencia esse acúmulo.
Uma visão atual sobre o melasma
A condição é vista hoje como multifatorial: solar, hormonal, genética, inflamatória e metabólica. Tratamentos costumam combinar fotoproteção, acompanhamento dermatológico e orientação nutricional.
Evidências sugerem que dietas plant-based e mediterrânea reduzem inflamação e melhoram o equilíbrio metabólico, o que pode impactar o melasma. Ainda são necessárias mais pesquisas para confirmar a influência direta da dieta.
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