- Meik Wiking, fundador do Museu da Felicidade, pratica diariamente duas expressões culturais para reduzir a tristeza: hygge e pyt med det.
- Hygge diz respeito a conforto, aconchego e bem-estar por meio de socialização, descanso e sensação de segurança.
- Py t med det significa “não importa” e incentiva seguir em frente mesmo diante de dificuldades, com foco em aspectos positivos.
- Países nórdicos costumam liderar o World Happiness Report, que leva em conta apoio social, expectativa de vida, renda, liberdade, confiança e percepção de corrupção.
- Entre 2012 e 2016, 12,3% da população nórdica vivia em sofrimento; entre jovens, o índice foi de 13,5%. Na Dinamarca, 18,3% das pessoas entre 16 e 24 anos têm transtornos mentais, com maior presença entre mulheres.
Meik Wiking, dinamarquês fundador do Museu da Felicidade e CEO do Instituto de Pesquisa da Felicidade, divulga diariamente dois mantras para reduzir fontes de tristeza. A prática envolve o conceito Hygge, ligado a conforto e aconchego, e a expressão pyt med det, que significa não importa.
Hygge envolve socialização, descanso e sensação de segurança. Pode descrever desde ambientes charmosos até pequenas alegrias cotidianas. Py t med det orienta a reconhecer que nem tudo sai perfeito, mantendo foco nos aspectos positivos e seguindo em frente.
Contexto e impacto
Países nórdicos costumam liderar o World Happiness Report, que avalia apoio social, expectativa de vida, renda, liberdade, confiança e percepção de corrupção. A explicação mais comum aponta serviços públicos de qualidade e políticas de apoio a famílias.
Desafios entre jovens
Relatório do Conselho Nórdico de Ministros com o Instituto de Pesquisa da Felicidade aponta que a imagem de utopia pode esconder problemas. Dados de 2012 a 2016 indicam 12,3% da população nórdica em sofrimento, 13,5% entre jovens, com a saúde mental como principal barreira ao bem-estar subjetivo.
Dados por faixa etária na Dinamarca
Na Dinamarca, 18,3% das pessoas entre 16 e 24 anos sofrem transtornos mentais, com maior incidência entre mulheres. Ainda assim, a parcela de sofrimento nos países nórdicos fica abaixo de Rússia e França, segundo o estudo.
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