- Pesquisadores estudam a formação de Durupinar, no leste da Turquia, perto do Monte Ararat, que volta a ser ligada à Arca de Noé.
- Exames com radar de penetração no solo detectaram túneis que percorrem o meio e a borda interna, levando a uma cavidade central classificada como átrio.
- Dados de 2024 apontaram que o solo dentro da estrutura tem três vezes mais matéria orgânica e 38 por cento mais potássio do que o externo.
- Fósseis marinhos, corais antigos e conchas encontrados a aproximadamente dois mil metros de altitude foram citados como possíveis indícios de submersão antiga na região.
- Geólogos lembram que formações elevadas podem ocorrer por movimentos tectônicos ao longo de milhões de anos, e a equipe segue explorando com planos de robô para futuras expedições.
Uma formação geológica no leste da Turquia, próxima ao Monte Ararate, voltou a chamar atenção após pesquisadores divulgarem dados que podem se relacionar à Arca de Noé descrita na Bíblia. O local, conhecido como formação de Durupinar, é objeto de debates há décadas entre estudiosos e arqueólogos.
Pesquisadores do grupo Noah’s Ark Scans realizaram exames com radar de penetração no solo e identificaram uma série de corredores abaixo da superfície. Segundo Andrew Jones, há túneis que percorrem o meio do possível casco e contornam a borda interna, levando a uma cavidade central.
Eles classificaram os achados como novidades empolgantes, afirmando que as estruturas abaixo da superfície não parecem aleatórias. Os pesquisadores também citam o uso de técnicas como GPR e IRT para sugerir um casco em estado de preservação ainda existente.
Metodologia e principais achados
A equipe aponta que o formato lembraria compartimentos internos citados em Gênesis, onde Noé devia abrigar a família e os animais. Em 2024 foram coletadas 88 amostras de solo dentro e fora da estrutura, revelando diferenças marcantes.
De acordo com Jones, o solo no interior apresentava três vezes mais matéria orgânica e 38% mais potássio do que o solo externo. Ele acrescenta que pequenas variações na coloração da grama indicam alterações sazonais próximas à superfície.
O grupo destaca fósseis marinhos, corais antigos e conchas encontrados a cerca de 2 mil metros de altitude como possíveis indícios de submersão histórica da região. Ainda assim, geólogos alertam que formações elevadas podem ter origem tectônica ao longo de milhões de anos.
Contexto científico e próximos passos
Especialistas lembram que não há provas conclusivas de que a formação seja a Arca de Noé. Muitos veem o sítio como fenômeno geológico natural, sem relação com o dilúvio global.
Apesar da cautela, o estudo reacende o interesse pela narrativa bíblica. A equipe planeja desenvolver um robô para explorar os túneis internamente em expedições futuras, mantendo o foco em dados verificáveis.
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