- A infecção por vermes ocorre principalmente pela via fecal-oral, com ovos ou cistos chegando à boca por hábitos de higiene ou saneamento inadequados; crianças, gestantes e idosos têm maior risco de desnutrição e anemia.
- Sinais variam conforme o parasita e podem incluir distensão abdominal, diarreia de alto volume e dor abdominal; alguns são mais comuns no intestino delgado, como giárdia, ancílóstomos e estrongiloides.
- Parasitas que atuam no intestino grosso, como ameba e tênia, costumam provocar dor e diarreia frequentes, com presença de sangue.
- O oxiúro, cuja oviposição ocorre na região anal à noite, causa coceira característica no local.
- Em casos com vermes mais dimensionais, como áscaris, pode haver obstrução intestinal ou afetar vias que drenam a bile, levando a situações que, em alguns casos, requerem intervenção cirúrgica.
A gastroenterologista Maria Júlia Colossi alerta para sinais que podem indicar vermes no intestino, um problema de saúde pública. Em entrevista, ela explica como o contágio ocorre e quais indivíduos apresentam maior risco. Os sintomas são variados e dependem do tipo de parasita.
Ela aponta que a transmissão é majoritariamente fecal-oral, com ovos ou cistos eliminados pelas fezes e ingressando no trato gastrointestinal pela boca. Maus hábitos de higiene e saneamento facilitam o contágio, principalmente entre crianças, gestantes e idosos.
Segundo a especialista, os sinais variam conforme o parasita. Alguns parasitas alojam-se no intestino delgado, como giárdia, ancilóstomos e estrongiloides, gerando distensão abdominal, diarreia volumosa, dor e prejuízo na absorção de nutrientes.
Colossi detalha que parasitas do intestino grosso, como ameba e tênia, costumam provocar dores intensas, diarreia frequente e presença de sangue nas fezes. Já o ovóforo (oxiúro) tende a causar coceira anal intensa, sobretudo à noite.
A médica ressalta que casos graves podem exigir intervenção cirúrgica, especialmente quando há obstructionamento intestinal ou comprometimento da vesícula biliar. O manejo clínico depende do tipo de verme e da extensão da infecção.
A profissional recomenda medidas preventivas simples para reduzir o risco, como higiene das mãos, água potável, saneamento adequado e cuidado com a alimentação de crianças. A detecção precoce facilita o tratamento adequado.
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