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Google Cloud avança na disputa por IA corporativa

Google Cloud avança com Gemini Enterprise Platform e agentes de IA, impulsionando a era da empresa agêntica e o processamento de bilhões de tokens por minuto

Thomas Kurian
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  • A Google Cloud apresentou a Gemini Enterprise Agent Platform, evolução do Vertex AI, para criar, orquestrar e gerenciar agentes de IA.
  • O CEO Thomas Kurian afirmou que 75% dos clientes do Google Cloud já usam IA e que a plataforma processa 16 bilhões de tokens por minuto.
  • Anunciados os chips TPU de oitava geração: TPU 8t para treino e TPU 8i para inferência, com ganho de desempenho e eficiência; parceria com Nvidia Vera Rubin NVL72.
  • Houve destaque para segurança autônoma com Wiz, além de casos de uso de Gemini por KPMG e Mars para automação interna.
  • A unidade de cloud fechou 2025 com receita anualizada de US$ 70 bilhões e pretende investir entre US$ 175 bilhões e US$ 185 bilhões em CapEx para IA.

A Google Cloud apresentou no evento Next 2026 em Las Vegas a nova era da empresa agêntica. Thomas Kurian afirmou que 75% dos clientes já utilizam IA e que a plataforma Gemini Enterprise Agent Platform viabiliza a escala massiva de agentes autônomos, marcando a maior transformação desde o Vertex AI.

Dados internos indicam que 75% dos clientes usam IA; mais de 330 clientes processaram mais de um trilhão de tokens nos últimos 12 meses, com 35 deles acima de 10 trilhões. A plataforma processa 16 bilhões de tokens por minuto via API, frente a 10 bilhões no trimestre anterior.

A Gemini Enterprise funciona como evolução do Vertex AI, reunindo criação, orquestração e gestão de agentes de IA. O conjunto inclui o *Agent Studio* para construir agentes, a coordenação entre agentes e a emissão de.identidade criptográfica para cada agente, tudo dentro do aplicativo Gemini Enterprise.

A ofensiva ocorre em meio a consolidação do setor, onde a guerra das nuvens passa a privilegiar a sofisticação da camada de IA. Enquanto a Microsoft integra o OpenAI ao Azure e a AWS foca em modelos variados via Bedrock, o Google busca diferenciação por integração vertical.

Chips e segurança

O Google Cloud apresentou o TPU 8t, voltado ao treinamento, com desempenho três vezes maior e eficiência energética em alta. O TPU 8i, para inferência, entrega 80% de melhoria no custo por desempenho, viabilizando milhões de agentes simultâneos.

A empresa também destacou parceria com a Nvidia, incluindo a Vera Rubin NVL72, prevista para uso comercial, além de chips que integram a linha Axion, baseados em Arm, para suportar maior demanda operacional durante a expansão.

O Google Cloud reforçou ainda uma plataforma de cibersegurança com proteção autônoma, integrando a tecnologia da Wiz, adquirida em 2025 por US$ 32 bilhões em operação histórica da Alphabet.

Casos e investimentos

Entre os casos, a KPMG informou alta adoção entre seus funcionários, com mais de cem agentes criados. A Mars também utiliza o Gemini como sistema operacional de IA para marketing, P&D e buscas corporativas.

Segundo Sundar Pichai, mais da metade do investimento em machine learning compute em 2026 deve ir para produtos do Google Cloud. A Alphabet projeta investir entre US$ 175 bilhões e US$ 185 bilhões em CapEx para explorar oportunidades em IA, sem detalhar a destinação.

A empresa afirmou que busca ser o “cliente zero” de suas próprias tecnologias, com 75% de todo o novo código gerado por IA e revisado por engenheiros, avanço significativo em comparação com o ano anterior.

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