- O número de moluscos não nativos no Brasil cresceu mais de 200% em 15 anos, passando de 26 para 82 espécies registradas.
- O levantamento, inédito, foi publicado na revista Biological Invasions e coordenado pelo pesquisador Fabrizio Marcondes Machado, da Universidade Estadual de Campinas.
- As invasões representam ameaça a ecossistemas, podem degradar cadeias alimentares, contaminar água e transmitir parasitas; também impactam a economia, com prejuízos em infraestrutura e usinas hidrelétricas.
- Entre as invasoras, destaca-se a amêijoa asiática (Corbicula fluminea); o estudo aponta 82 espécies não nativas, mais 13 classificadas como criptogênicas, com 20 em expansão, 20 estabelecidas e 18 apenas detectadas.
- A distribuição envolve 33 espécies em ambientes terrestres, 32 em marinhos/estuarinos e 17 em água doce, com a inclusão de grupos como Polyplacophora e Cephalopoda; reforçar biossegurança e monitoramento é visto como urgente.
O que aconteceu: um estudo inédito publicada na revista Biological Invasions, da Springer Nature, aponta um aumento expressivo de moluscos não nativos no Brasil. O número de espécies passou de 26 para 82, em 15 anos, indicando uma subida superior a 200%.
Quem está envolvido: a pesquisa é coordenada pelo professor Fabrizio Marcondes Machado, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Os autores destacam que as invasões biológicas são um dos principais motores da perda de biodiversidade global.
Quando e onde ocorreu: o levantamento utiliza dados recentes sobre o Brasil e identifica atividades de registro ao longo de duas últimas décadas. A análise cobre ambientes terrestres, marinhos, estuarinos e de água doce no território brasileiro.
Por quê: os moluscos não nativos representam risco aos ecossistemas por não terem predadores naturais e por competirem com espécies nativas. Além disso, podem alterar cadeias alimentares, degradar a qualidade da água e transmitir parasitas que afetam fauna e humanos.
O que foi encontrado: entre as invasoras, 20 apresentam expansão ativa, 20 estão estabelecidas e 18 foram apenas detectadas. Outras 12 espécies carecem de dados para avaliação, enquanto 13 são classificadas como criptogênicas, com origem não determinada.
Distribuição e novidades do inventário: 33 espécies aparecem em ambientes terrestres, 32 em áreas marinhas ou estuarinas e 17 em água doce. Pela primeira vez, há registro de grupos como Polyplacophora e Cephalopoda entre as espécies estudadas.
Impactos econômicos e ecológicos: os moluscos invasores podem obstruir tubulações e causar prejuízos a infraestruturas, como usinas hidrelétricas, além de alterar habitats e reduzir a produtividade de ecossistemas aquáticos.
Conclusões do estudo: pesquisadores alertam para uma taxa acelerada de introdução e destacam fragilidades no controle dessas espécies. O texto reforça a necessidade de biossegurança e monitoramento contínuo para evitar danos irreversíveis.
Relevância: a pesquisa oferece o inventário mais amplo já feito sobre moluscos não nativos no Brasil e reforça a importância de políticas públicas voltadas à prevenção e ao manejo de espécies invasoras.
Entre na conversa da comunidade