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Transição de carreira aos 50+ não é prioridade na agenda executiva

Entre executivos com 50+, 88% não possuem planejamento estruturado para a transição de carreira; apenas 15% já mudaram com esse planejamento

Sonia Consiglio — Foto: Arte sobre foto de divulgação
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  • Pesquisa com 490 executivos(as) brasileiros(as) mostra que 88% não possuem planejamento estruturado para a transição de carreira no momento 50+.
  • Entre quem já realizou mudança na meia-idade, apenas 15% afirmou ter sido fruto de planejamento estruturado.
  • O estudo destaca que, apesar da preocupação com o futuro, o tema não costuma virar plano de ação claro nem recebe feedback, mentoria ou orientação.
  • A pesquisa contextualiza as mudanças na carreira: carreiras protegidas e sem fronteiras ganham espaço, mercado exige menos permanência em cargos de liderança e a expectativa de vida aumenta.
  • Conclusão principal: é necessário promover maior protagonismo individual e transformar reflexão em ações concretas para gerenciar trajetórias profissionais ao longo da vida.

A transição de carreira no momento 50+ foi tema de estudo recente que mostra a falta de planejamento estruturado entre executivos brasileiros. A pesquisa, conduzida por Clauber de Andrade, analisa 490 profissionais de diferentes setores e indústrias, no Brasil. O objetivo é entender como esse grupo se prepara para mudanças na trajetória profissional.

O levantamento aponta que, mesmo diante de preocupações com o futuro, a prática de planejar a transição não está consolidada. O estudo é apresentado como ferramenta para mapear hábitos, percepções e barreiras diante de mudanças tão relevantes na vida profissional.

Resultados da pesquisa

Entre os respondentes, 88% não possuem um planejamento estruturado para a transição no 50+. Entre quem já mudou de área ou função na meia-idade, apenas 15% disse ter passado por um planejamento estruturado. Dados que sugerem fragilidades no planejamento pessoal frente a mudanças de carreira.

A pesquisa também investiga a resistência à mudança em três dimensões: cognitiva, emocional e comportamental. Entre executivos que ainda não passaram por transição, a dimensão comportamental mostrou relação com menor organização do planejamento, apontando dificuldade em transformar intenção em ação.

Essa dificuldade não implica falta de desejo de planejar. Embora haja preocupação com metas de longo prazo e aspectos financeiros, faltam metas claras, planos de ação e busca por orientação. O estudo destaca a necessidade de fortalecer a prática de planejamento entre profissionais de meia-idade.

Implicações

Os resultados sugerem que, diante de mercados mais dinâmicos e carreiras mais longas, o tema da transição 50+ demanda maior protagonismo individual e planejamento deliberado. A disseminação de evidências pode estimular decisões mais consistentes ao longo da vida profissional.

A pesquisa completa é apresentada com dados, impactos e reflexões sobre como executivos conduzem suas trajetórias em um cenário de mudanças rápidas. O tema ganha relevância em debates sobre sustentabilidade, governança e gestão de carreiras.

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