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Adolescentes com HIV preferem injeção a comprimido diário, aponta estudo

Estudo revela injeção de longa ação a cada dois meses para adolescentes com HIV, substituindo comprimidos diários, com 97% preferindo a via e alta supressão viral

97% dos jovens participantes com HIV preferiram a injeção ao comprimido diário — Foto: Freepik
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  • Estudo IMPAACT 2017 (MOCHA) avaliou adolescentes de 12 a 17 anos que trocaram o comprimido diário pela injeção de longa ação a cada dois meses (cabotegravir e rilpivirina.
  • Ao longo de 96 semanas, 94,4% mantiveram a supressão viral; na semana 96, 100% disseram preferir a injeção em vez do comprimido.
  • A pesquisa, conduzida pela ViiV Healthcare e apresentada pela GSK no Brasil, foi divulgada na 33ª Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI 2026) em Denver.
  • Os efeitos colaterais foram leves, com tosse, dor de cabeça e dor no local da injeção; não houve casos graves apresentados.
  • Um segundo estudo, IMPAACT 2036, testa o mesmo tratamento injetável em crianças de 2 a 11 anos, com resultados preliminares que seguem tendência favorável.

O estudo IMPAACT 2017, também conhecido como MOCHA, avaliou a viabilidade de tratamento injetável de longa ação em adolescentes com HIV. A pesquisa foi conduzida pela ViiV Healthcare e apresentada pela GSK no Brasil. Participaram 144 jovens de 12 a 17 anos.

Os voluntários trocaram o comprimido diário pela injeção a cada dois meses, com a combinação de cabotegravir e rilpivirina. O acompanhamento ocorreu por 96 semanas, quase dois anos, em ambiente clínico.

Ao fim do período, 94,4% mantiveram a supressão viral e não houve falhas no tratamento. Na semana 96, 100% dos participantes mostraram preferência pela injeção em detrimento do comprimido diário. A pesquisa reforça a aceitação do regime injetável entre os jovens.

Por que muda o cenário

A adesão ao tratamento é crucial para controlar o vírus e reduzir a transmissão. Especialistas destacam que a menor frequência de uso pode facilitar a continuidade terapêutica e manter a carga viral indetectável, contribuindo para metas globais de controle do HIV.

Efeito colateral e segurança

Os efeitos adversos mais comuns foram tosse, cefaleia e dor leve no local da aplicação. Em geral, foram de intensidade leve a moderada, sem eventos graves relacionados ao tratamento.

Em andamento: uso em menores de idade

Outra linha de pesquisa, o IMPAACT 2036, investiga o mesmo regime para crianças de 2 a 11 anos. Dados iniciais indicam comportamento semelhante ao observado em adolescentes, sem sinais de segurança preocupantes até o momento. Resultado inaugural apresentado na mesma conferência.

Dados da conferência

Os resultados foram apresentados durante a 33ª Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI 2026), realizada em Denver, nos Estados Unidos.

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