- Bonobos na África e golfinhos-nariz-de-garrafa na Austrália formam alianças estáveis com indivíduos de outros grupos.
- Essas relações são frequentes, pacíficas e costumam trazer vantagens, como apoio em alianças, acesso a alimento e oportunidades de reprodução.
- A cooperação entre grupos não é exclusiva dos humanos e pode surgir em condições de menor competição por recursos, socialização prolongada e habilidades cognitivas avançadas.
- As alianças envolvem custos e benefícios, indicando que a cooperação é uma escolha adaptativa, não apenas altruísmo.
- O estudo também aponta que o comportamento é complexo, variando entre cooperação e disputa conforme o contexto, e alerta para riscos como transmissão de doenças entre grupos.
A pesquisa analisou como bonobos da África e golfinhos-nariz-de-garrafa da Austrália formam alianças estáveis com indivíduos de outros grupos. O estudo reúne décadas de observações de campo e foi divulgado pela imprensa científica a partir de uma publicação na Proceedings of the Royal Society B.
Os autores destacam que essas relações costumam ser pacíficas e oferecem vantagens, como apoio em alianças, acesso a alimento e oportunidades de reprodução. As interações costumam ocorrer entre grupos não aparentados.
Apesar de contextos distintos, os dois species apresentam padrões semelhantes de cooperação entre grupos. A convergência sugere que a cooperação entre grupos pode surgir sob condições de menor competição por recursos, desenvolvimento social prolongado e habilidades cognitivas avançadas.
Implicações da cooperação entre grupos
Os pesquisadores apontam que essas relações não são estritamente altruístas. Existem custos de tempo e energia, mas também ganhos para as comunidades, indicando uma escolha adaptativa.
Mudanças ambientais e sociais podem influenciar essas alianças, que também apresentam riscos como transmissão de doenças entre grupos. O comportamento dos animais varia entre cooperação e disputa conforme o contexto.
Essa visão amplia a compreensão sobre cooperação, sugerindo que humanos não são únicos nesse tipo de relação com não parentes.
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