- Pelo menos 10 casos de pessoas ligadas a laboratórios ou pesquisas sensíveis dos EUA — algumas desapareceram ou foram mortas — têm atraído investigadores federais e curiosos online, com teorias da conspiração surgindo.
- Carl Grillmair foi morto em fevereiro na sua casa, em Llano, Califórnia; Freddy Snyder, de 29 anos, foi preso e é acusado de homicídio e arrombamento e deve ir a audiência na próxima semana.
- As teorias de conexão entre os casos motivaram investigações da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos e do FBI, apesar de explicações já apuradas e das famílias rejeitarem o sensacionalismo.
- A família de Grillmair afirma que ele foi alvo de uma retaliação, enquanto outras famílias, como a de Melissa Casias e a de William Neil McCasland, tentam afastar as hipóteses não verificadas.
- Casos adicionais incluem a morte de uma pesquisadora na Califórnia, o desaparecimento de uma assistente administrativa em Los Alamos e a ausência de um vice–alem de Albuquerque, com as famílias reforçando que a perda é real e a dor, verdadeira.
O caso de pesquisadores ligados a pesquisas sensíveis nos Estados Unidos ganhou atenção de investigadores federais e de usuários de redes. Ao todo, pelo menos 10 pessoas ligadas a laboratórios ou projetos de pesquisa enfrentaram desaparecimentos ou mortes em um intervalo recente.
Entre os casos, está o de Carl Grillmair, astrônomo assassinado na casa dele, em Llano, na Califórnia, em fevereiro. A polícia prendeu Freddy Snyder, de 29 anos, por homicídio e arrombamento; o suspeito deve comparecer ao tribunal na próxima semana.
Apesar da prisão, Grillmair tornou-se figura central de teorias que conectam as mortes e desaparecimentos a laboratórios de alta confidencialidade. A lista inclui diferentes profissionais, como assistentes administrativos, um general da Força Aérea, engenheiro e zelador, atuantes em áreas como exoplanetas e farmacêutica.
Investigação e reação pública
A suspeita de um elo entre os casos já levou a abertura de apurações pela Câmara dos EUA e pelo FBI, apesar de explicações já apresentadas por autoridades e esforços de familiares para conter a ansiedade pública. Grupos de pesquisadores também foram citados nas discussões.
A família de Grillmair ressalta que o marido era uma pessoa generosa e de boa índole, e que não haveria razão para um atentado contra ele. Segundo relatos, ele enfrentava uma série de ameaças antes de ser morto.
A viúva explica que um homem havia entrado na propriedade com arma de fogo meses antes do crime, em suposta tentativa de “caçar coiotes”. Ela afirma que o agressor voltou com um bastão de beisebol, sem efetuar novos ataques, e retornou no dia 16 de fevereiro para o homicídio.
Casos ligados e desdobramentos
Outros casos envolvendo pesquisadores incluem o de um general da Força Aérea aposentado, William Neil McCasland, desaparecido em Novo México em fevereiro. A família pediu informações públicas e afastou a ideia de ligações com segredos antigos.
Relatos adicionais mencionam uma assistente administrativa no Laboratório Nacional Los Alamos, desaparecida cerca de oito meses antes, em Taos, Novo México. Familiares publicaram mensagens de apoio e preocupação, sem confirmar ligações entre os casos.
Alguns casos já tinham explicações diretas, como o de um físico da MIT que foi assassinado e outro pesquisador que desapareceu e foi encontrado morto, com circunstâncias que apontam para outros fatores. Essas informações ajudam a delimitar o cenário, apesar das teorias em curso.
O contexto atual
Especialistas lembram que a lista de “cientistas desaparecidos” não implica automaticamente vínculo entre os casos, e destacam estatísticas gerais sobre mortalidade e homicídios. Ainda assim, o grupo de familiares e defensores busca esclarecer cada episódio de forma independente.
A família de McCasland, por meio de postulados publicados nas redes sociais, reiterou que o cotidiano do militar aposentado não incluía atividades ligadas a informações sensíveis, destacando que ele já trabalhava de forma consultiva e não possuía acesso especial recente a conteúdos confidenciais.
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