- Foi descrita uma nova espécie de lagarto-eskim Liopholis mutawintji, com o nome comum Kungaka, conhecida apenas no Parque Nacional Mutawintji, em Nova Gales do Sul.
- A população é muito pequena, possivelmente com menos de vinte indivíduos, vivendo em uma garganta rochosa no parque.
- A Kungaka é distinta das outras lagartixas-brancas após revisão taxonômica: três linhagens de White’s skink foram reconhecidas (L. whitii, L. compressicauda e Kungaka).
- Diferenças diagnósticas incluem escamas com ponta escura nas palmas das mãos e dos pés, cauda mais comprida e proporções corporais específicas.
- A espécie pode já ser criticamente ameaçada por ameaças como cabras ferais, seca e predadores introduzidos; a descrição formal facilita inclusão em listas de espécies ameaçadas e planos de manejo.
O que se sabe até agora é que uma nova espécie de lagartixa foi descrita por cientistas, a Kungaka, com o nome científico Liopholis mutawintji. Ela pode figurar entre os Reptis mais ameaçados da Austrália, vivendo em uma pocinha rochosa no Mutawintji National Park, em Nova Gales do Sul. A descoberta foi publicada em um estudo que analisa DNA e características físicas.
A pesquisa foi conduzida pelo Australian Museum Research Institute (AMRI) em parceria com os Wiimpatja, proprietários aborígenes, e com a NSW National Parks & Wildlife Service. Thomas Parkin, da AMRI, liderou o estudo. Alex Slavenko, da IUCN, participou como comentarista externo sem envolvimento direto na análise.
O estudo aponta que a Kungaka era tratada antes como uma população isolada da White’s skink, Liopholis whitii. O Mutawintji fica a cerca de 500 quilômetros da população mais próxima de White’s skink, o que motivou a revisão taxonômica. A equipe comparou amostras de DNA e traços corporais de lagartixas de várias regiões australianas.
Detalhes da classificação
A análise revelou que a White’s skink não é uma única espécie, mas três linhagens distintas: Liopholis whitii no sul, Liopholis compressicauda no norte e a Kungaka. A Kungaka pode ser diferenciada por escamas escuras nas palmas das mãos e dos pés, cauda relativamente mais longa e proporções gerais do corpo distintas.
Conservação e próximos passos
Monitorada ao longo de cerca de 25 anos, a Kungaka já pode estar em situação de critically endangered. Entre as ameaças estão danos ao habitat por bodes ferais, secas e predadores introduzidos, como gatos ferais. A descrição formal como espécie distinta facilita o cadastro em listas de espécies ameaçadas e o planejamento de ações de manejo.
Especialistas ressaltam a importância do trabalho conjunto entre ciência, conhecimento tradicional e gestão de parques. O reconhecimento formal abre caminho para planos de conservação, inclusive com propostas de criação de programas de reprodução em cativeiro e manejo genético.
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