- A Anvisa criou novas regras para suplementos alimentares à base de cúrcuma no Brasil, com limites de consumo e obrigatoriedade de avisos de que gestantes e crianças não devem usar.
- As normas surgem após alertas sobre possíveis danos ao fígado.
- A nutróloga Marcella Garcez diz que a cúrcuma é segura na forma natural, mas apresenta riscos quando concentrada em suplementos.
- Medicamentos contendo cúrcuma devem ser usados apenas com prescrição médica, por possíveis efeitos adversos no fígado.
- Empresas têm prazo para ajustar fórmulas e embalagens, visando alinhamento com França, Canadá, Itália e Austrália.
A Anvisa divulgou novas regras para suplementos alimentares à base de cúrcuma no Brasil, após alertas sobre danos potenciais ao fígado. A medida estabelece limites de consumo e exige que rótulos informem que gestantes e crianças não devem usar esses produtos. A decisão mira ampliar a segurança do consumo.
As regras trazem limites de concentração, trazem informações claras sobre uso seguro e definem critérios de rotulagem. A fiscalização deve vigorar para evitar exageros na dosagem presente em suplementos. Distribuidores terão que se adaptar aos novos padrões.
Norma e aplicação
Em entrevista ao Jornal da Record News, a nutricionista Marcella Garcez, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, afirmou que a cúrcuma é segura na forma natural, desde que não seja consumida de modo concentrado em suplementos. Ela ressaltou riscos do uso excessivo.
Garcez explicou que substâncias concentradas podem extrapolar doses seguras, dificultando o autossuprimento. Também enfatizou a necessidade de prescrição médica para medicamentos contendo cúrcuma, devido a potenciais efeitos adversos no fígado.
Riscos e orientação médica
Mesmo substâncias naturais podem causar problemas se usadas incorretamente, incluindo intoxicação e hepatites. A especialista reforçou que acompanhamento médico é essencial antes de consumir produtos com cúrcuma em formato farmacológico ou de alto teor.
Segundo a Anvisa, as empresas possuem um prazo definido para adequar fórmulas e embalagens às novas regulamentações. A atualização busca alinhar o Brasil a países como França, Canadá, Itália e Austrália, que já adotaram avisos semelhantes.
Entre na conversa da comunidade