- Cientistas registraram, pela primeira vez em ambiente natural, descargas corona em copas de árvores durante uma tempestade intensa de quarenta e cinco? (corrigir: 2024) na costa leste dos Estados Unidos, observando brilhos elétricos quase invisíveis a olho nu e emissão de luz ultravioleta.
- O estudo, publicado na Geophysical Research Letters, sustenta que esse fenômeno pode influenciar a formação de hidroxila, molécula-chave na limpeza do ar e na redução de poluentes como o metano.
- Pesquisadores encontraram centenas de eventos elétricos em árvores como liquidâmbar e pinheiros durante a tempestade, na Carolina do Norte, após tentativas frustradas na Flórida.
- A descoberta sugere que as copas das árvores podem ter papel ativo na química atmosférica e na qualidade do ar, não apenas como parte da paisagem.
- A pesquisa foi conduzida pela Penn State, com uma minivan equipada com instrumentos meteorológicos para monitorar as descargas coronais nas copas das árvores.
Durante uma tempestade, descobriu-se que árvores podem emitir pequenos brilhos elétricos. Esse fenômeno, invisível a olho nu, foi observado em ambiente natural, fortalecendo a hipótese da descarga corona nas copas.
A pesquisa, publicada na Geophysical Research Letters, confirma pela primeira vez a ocorrência natural da descarga corona fora de laboratório. O estudo reforça uma teoria discutida há mais de 70 anos sobre o tema.
A equipe da Penn State conduziu a coleta de dados a partir de uma minivan equipada com instrumentos meteorológicos. Após semanas na costa leste dos EUA, a confirmação ocorreu na Carolina do Norte durante forte temporal.
Durante a tempestade, foram registrados centenas de eventos elétricos em copas de árvores como liquidâmbar e pinheiros. Observação mostrou pulsos luminosos de origem coronária, com emissão de luz ultravioleta.
A descarga corona ocorre quando cargas elétricas se acumulam nas nuvens de tempestade e atraem cargas positivas do solo para as pontas das folhas. O campo fica intenso o suficiente para gerar sinais elétricos.
Especialistas destacam que esse processo pode favorecer a formação de hidroxila, molécula-chave na limpeza do ar. A hidroxila atua oxidando poluentes e gases como o metano, relevantes para o aquecimento global.
Além do efeito visual, a hipótese é que a corona contribua para a remoção de poluentes atmosféricos, ligando o fenômeno à química das florestas e do entorno. Pesquisadores avaliam impactos locais e globais.
Ainda não se sabe se as descargas provocam danos às folhas ou se há adaptação natural das árvores ao fenômeno. Estudam-se também potenciais benefícios ecológicos derivados dessa interação aérea.
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