- A modelo Gisele Bündchen deixou a dieta vegana após anos; no livro Nutrir: receitas simples para corpo e alma, ela explica a mudança por questões de saúde e consumo consciente.
- Ela relata ter precisado suplementar ferro e aumentar o consumo de oleaginosas e folhas verde-escuras, sem evitar a anemia. Hoje adota uma alimentação com cerca de 80% vegetais e 20% origem animal.
- Especialistas dizem que dietas veganas podem suprir ferro e demais nutrientes com planejamento e acompanhamento clínico regular, conforme reconhecido por sociedades científicas.
- A suplementação de ferro não deve ser feita sem orientação médica, pois excesso pode gerar estresse oxidativo. Estratégias para melhorar a absorção incluem vitamina C, evitar chá e café perto das refeições e reduzir antinutrientes.
- O médico esclarece que feijão não é boa fonte de ferro, pois o ferro é não-heme com baixa biodisponibilidade; o feijão pode ajudar como complemento, mas não substitui tratamento nutricional individualizado.
Gisele Bündchen, 45, revelou em seu livro Nutrir: receitas simples para corpo e alma que deixou a dieta vegana após anos de adesão. A modelo explica que o veganismo foi escolhido por conexão com os animais e consumo mais consciente, mas relata motivos para a mudança.
Segundo a publicação, houve necessidade de suplementar ferro e aumentar o consumo de oleaginosas e folhas verde-escuras, sem conseguir evitar a anemia. Atualmente, a dieta é composta por cerca de 80% de alimentos vegetais e 20% de origem animal, o que ajudou a equilibrar as necessidades do organismo.
Especialistas analisam os impactos da dieta vegana no ferro
De acordo com o médico nutrólogo Renan Moreira Silva, a dieta vegana pode suprir o ferro com planejamento, monitoramento clínico regular e acompanhamento médico. As principais sociedades científicas reconhecem a adequação da dieta quando bem planejada.
Raiz da orientação é a forma de suplementação: o ferro não deve ser tomado sem avaliação laboratorial. O excesso pode causar estresse oxidativo, segundo o especialista, que também aponta estratégias para melhorar a absorção de ferro na alimentação.
Ele destaca que associar ferro a vitamina C, evitar chá e café próximo das refeições e reduzir antinutrientes por técnicas simples ajudam na absorção. A prática, porém, requer educação nutricional e acompanhamento médico.
O papel do acompanhamento médico na alimentação vegana
O nutrólogo indica que o que determina a segurança não é o rótulo vegano, mas o planejamento individualizado. Dietas veganas seguras são estruturadas, monitoradas e adaptadas às necessidades de cada pessoa.
Já o fisiologista Alexandre Duarte afirma que feijão não é, por si só, uma fonte adequada de ferro. Embora contenha ferro, ele é não-heme com baixa biodisponibilidade e vem acompanhado de antinutrientes que dificultam a absorção.
Para Duarte, o preparo adequado pode reduzir antinutrientes, mas não torna o feijão compatível como solução única para anemia. O acompanhamento médico é essencial para indicar fontes e dose de ferro.
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