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HOTMILK PUCPR mira crescimento investimentos em deeptech, agrotech e healthtech

HOTMILK amplia espaço em Curitiba com R$ 10 milhões para deeptechs, agrotechs e healthtechs, fortalecendo parcerias com o governo estadual

Os dois prédios atuais da HOTMILK, no campus da PUCPR em Curitiba (PR)
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  • A HOTMILK, hub de inovação da PUCPR, abriga 167 negócios e faturou R$ 720 milhões em 2025, expandindo com 8 mil m² extras, totalizando 19 mil m² no campus de Curitiba.
  • O investimento total previsto inclui R$ 10 milhões em deeptechs e R$ 1 milhão nas fazendas de agro e climate techs em Toledo e Fazenda Rio Grande, com laboratório de healthtechs em parceria com o governo do Paraná.
  • O espaço atual oferece 80 espaços entre salas e coworking, com planos Flex a partir de R$ 420, Fixed a R$ 520 e Office a partir de R$ 560 por mês; cinco vagas estão vagas.
  • Cerca de 350 empresas são clientes da frente corporativa, com 230 provas de conceito e 120 projetos de inovação; em 2025, houve crescimento de 112% nos investimentos de grandes empresas.
  • A HOTMILK faz parte do ecossistema Vale do Pinhão em Curitiba, com atuação de universidades e entidades locais; há interesse de investidores como Rosey Ventures, ligada ao Grupo Marista, para apoiar startups da hub e frentes estratégicas do grupo.

A HOTMILK, hub de inovação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), segue crescendo com investimentos em deeptechs, agrotechs e healthtechs. O espaço abriga 167 startups, que bateram faturamento de R$ 720 milhões em 2025. O ecossistema já recebe grandes empresas como Unimed Curitiba, Mondelēz, Renault, Cresol e BRDE.

A PUCPR planeja ampliar o espaço para mais 8 mil metros quadrados dentro do campus de Curitiba, com aporte de R$ 10 milhões dedicado a deeptechs. Também haverá investimento de R$ 1 milhão em fazendas em Toledo e Fazenda Rio Grande, voltadas a agrotechs e climatechs, e um laboratório de 1,5 mil metros quadrados para healthtechs no acordo com o Governo do Paraná.

Marcelo Moura, diretor executivo da HOTMILK, afirma que a transformação ocorreu de forma orgânica, buscando oferecer valor ao mercado. Atualmente, 30% das startups residentes foram fundadas por alunos ou ex-alunos da PUCPR, e a operação integra as frentes de inovação da universidade sob o guarda-chuva HOTMILK.

A infraestrutura atual conta com 80 salas em dois prédios, entre coworking e áreas de reunião, com opções de ocupação diversas. O modelo Flex traz espaço compartilhado por R$ 420 mensais, o Fixed, com posições delimitadas, por R$ 520, e o Office, para salas privadas, por R$ 560 mensais. Anualmente, cerca de 150 mil pessoas passam pelo hub.

Ecossistema curitibano

O HOTMILK atua dentro do Vale do Pinhão, movimento da prefeitura de Curitiba para alavancar inovação. Além da PUCPR, participam UFPR, UTFPR e Universidade Positivo, com parcerias em projetos de P&D e credenciamento como unidade Embrapii.

Outros agentes relevantes incluem a Fiep e o SENAI-PR, responsáveis pelo Parque Tecnológico da Indústria (PqTI), que conecta startups a grandes empresas em áreas como mobilidade e bioeconomia. Curitiba concentra 36% das cerca de 2,4 mil startups do Paraná, segundo o Sebrae/PR.

A captação de capital ainda encontra obstáculos locais, com fundos com menor capitalização atuando em estágios iniciais. A Rosey Ventures, braço de Corporate Venture do Grupo Marista, surge como novo ativo de investimento, com a primeira investida em Jovens Gênios, em março.

A atuação da HOTMILK revela um ecossistema que visa conectar ciência, mercado e inovação tecnológica, mantendo o espaço como prioridade para as startups. A repórter acompanhou a pauta a convite da HOTMILK.

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