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IA aumenta rigor na análise de sinistros

Auditoria de pixels e vistorias ao vivo fortalecem a validação de danos reais, reduzindo fraudes envolvendo imagens e vídeos criados por IA

Mandaliti: uso de conteúdo manipulado pode levar à perda da indenização — Foto: Divulgação
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  • O uso de inteligência artificial para criar imagens e vídeos aumenta fraudes no setor de seguros, com o automóvel sendo o principal atingido, incluindo reaproveitamento de fotos antigas e edições para simular sinistros.
  • Fraudes com vídeos manipulados cresceram de 33% em 2024 para 46% em 2025, e áudios manipulados passaram de 25% para 52%. A foto continua como principal vetor, mas vídeos têm aumentado rapidamente.
  • Seguradoras adotam múltiplas camadas de análise, impedem envio de fotos antigas e exigem registros em tempo real; em alguns casos, a vistoria é feita ao vivo.
  • Ferramentas como Face ID ajudam a confirmar a identidade do cliente, associadas a análise de mais de quatrocentas imagens por minuto para constatar originalidade e compatibilidade com a dinâmica do acidente.
  • Do lado do consumidor, 36% dos segurados já avaliaram alterar imagens de sinistros e cerca de 40% conhecem alguém que já fez; práticas podem levar à negativa do sinistro e a possível responsabilização legal.

O uso de inteligência artificial para criar imagens e vídeos tem elevado o rigor na análise de sinistros, especialmente no setor de automóveis. Seguradoras passaram a adotar auditoria de pixels e vistorias ao vivo para confirmar danos reais, diante de ondas de manipulação.

Dados de mercado indicam queda de fraude com fotos antigas, visto que esse tipo ainda é o principal vetor, mas conteúdos gerados por IA ganham espaço. O que mudou foi a elevação da qualidade das manipulações, tornando necessário um controle mais apurado.

A importância da verificação em tempo real aumenta conforme o risco. Em muitos casos, sensores visuais, cruzamento de dados e vistorias ao vivo ajudam a validar a consistência entre danos relatados e a dinâmica do acidente.

Medidas adotadas pelas seguradoras

Ferramentas como Face ID são usadas para confirmar a identidade do cliente e evitar dados falsos. A combinação de soluções técnicas preserva a agilidade no atendimento, sem abrir mão do controle contra fraudes, integrando canais como o WhatsApp para reduzir o tempo de abertura de sinistros.

Profissionais destacam o aumento de conteúdos manipulados, com vídeos e áudios apresentando sinais de adulteração. Estima-se que a ocorrência de vídeos falsos tenha crescido nos últimos anos, elevando a necessidade de verificação automatizada.

Desafios e impactos para clientes

O comportamento do consumidor revela que parte dos segurados admite alterar imagens de sinistros ou conhece alguém que fez o mesmo. Isso levanta questões sobre intenção, podendo a fraude tornar-se dano direto à seguradora ou ao próprio segurado.

Especialistas apontam que a manipulação pode resultar na negativa do sinistro ou mesmo em responsabilização legal, dependendo do caso. A área de seguros recomenda orientação aos segurados para evitar problemas legais e prejuízos financeiros.

Visão jurídica e proteção ao usuário

Especialistas legais explicam que conteúdos manipulados podem levar à perda de indenização e a ressarcimento à seguradora. Em situações de alteração de fotos sem consentimento, a auditoria tecnológica pode proteger o cliente, identificando irregularidades antes que haja envolvimento indevido em questões legais.

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