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Mar brilhante do tamanho da Islândia acende como interruptor e é visto por satélite

Maior registro do mar brilhante, cobriu mais de 100.000 km² ao sul de Java em 2019, acendendo noites por mais de quarenta dias e ampliando estudos de bioluminescência marinha

Você consegue imaginar navegar à noite e de repente o oceano inteiro acender como se fosse um tapete de neve azulada?
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  • Primeiro registro científico ocorreu em 4 de outubro de 2005, quando dados de satélite mostraram uma mancha de 15.400 km² na costa da Somália, durando três noites.
  • O maior registro ocorreu entre julho e setembro de 2019, sul de Java, Indonésia, cobrindo mais de 100.000 km² e persistindo por mais de 40 noites.
  • O fenômeno é causado pela bactéria Vibrio harveyi que, por meio do quorum sensing, ilumina o mar de forma constante quando há densidade suficiente de bactérias.
  • A luz serve para atrair peixes, facilitando a alimentação e a sobrevivência das bactérias, segundo a hipótese mais aceita.
  • Regiões de ocorrência incluem noroeste do oceano Índico e sudeste da Ásia, com o mar observado por satélites em condições oceanográficas específicas.

O mar brilhante é um fenômeno bioluminescente extremo, visível de satélite. Em 2019, regiões ao sul de Java, Indonésia, acenderam por mais de 40 noites, cobrindo cerca de 100 mil km². O brilho permaneceu constante, não dependente da movimentação de embarcações.

A detecção científica começou em 2005, quando dados de satélites demonstraram a existência de uma mancha luminosa de 15.400 km² na costa da Somália, durando três noites. O estudo ampliou a compreensão sobre grandes zonas oceânicas que brilham na escuridão.

O que aconteceu em 2019

Entre julho e setembro de 2019, a região ao sul de Java exibiu o maior registro recente, com área maior que a Islândia e duração de duas luas cheias. O capitão Johan Lemmens, a bordo do iate Ganesha, descreveu o fenômeno como uma noite de mar branco, com iluminação constante.

Como ocorre o brilho

A explicação envolve a bactéria Vibrio harveyi, que precisa de trilhões de indivíduos para emitir luz de forma coordenada, num processo chamado quorum sensing. A comunicação química desencadeia o brilho conjunto das águas.

Por que o brilho acontece

A teoria mais aceita sugere que a luz funciona como um atrativo para peixes, facilitando a alimentação das bactérias. A luminescência persiste enquanto o ecossistema oceânico oferece nutrientes e condições propícias para a população bacteriana.

Onde observar

Regiões do noroeste do Oceano Índico e do Sudeste Asiático costumam apresentar esse tipo de ocorrência. A combinação de temperatura, salinidade e nutrientes cria as condições ideais para o brilho aquático prolongado.

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