- A gordura visceral fica escondida na cavidade abdominal, envolve órgãos como fígado e pâncreas e atua como um órgão endócrino que secreta substâncias inflamatórias.
- Estudos sugerem que esse acúmulo não só eleva o risco de diabetes e hipertensão, como pode triplicar as chances de doenças graves, incluindo câncer colorretal.
- O sono curto (cerca de quatro horas por noite) pode aumentar a gordura visceral em até onze por cento, independentemente de mudanças significativas no peso.
- Construir massa muscular, aliado a treino aeróbico (HIIT) e cuidado com a saúde intestinal, é essencial para reduzir a gordura visceral e a inflamação.
- O manejo do estresse e de hábitos de sono é fundamental, já que cortisol elevado e privação de sono favorecem o armazenamento de energia no abdômen.
O nutrólogo Joaquim Menezes apresenta uma estratégia de manejo da gordura visceral, localizada profundamente na cavidade abdominal e associada a riscos metabólicos. O movimento para combatê-la envolve mais do que dietas restritivas: envolve sinais celulares, hormônios e treino físico.
Segundo o especialista, a gordura visceral funciona como um órgão endócrino, liberando substâncias inflamatórias que mantêm o corpo em estado de inflamação crônica. Estudos mencionados indicam que esse acúmulo aumenta o risco de diabetes, hipertensão e até de doenças graves.
A mensagem central é clara: reduzir esse tipo de gordura requer metas realistas e uma abordagem multidisciplinar, com foco na qualidade do sono, na composição da musculatura e na alimentação.
Estratégias de precisão
Para Menezes, o combate à gordura visceral envolve mais do que redução calórica. A estratégia inclui sinalização celular e hormonal, com ênfase na construção de massa muscular para acelerar o metabolismo. A transformação de gordura branca em amarelo ocorre com o treinamento de resistência, elevando o gasto energético.
Além disso, a prática regular de exercícios, combinando musculação com treinos aeróbicos de alta intensidade, entra como componente essencial. A atuação conjunta desses métodos facilita o Browning das células de gordura, aumentando a queima de energia.
Importância da microbiota e do treino
A saúde intestinal é apontada como aliada na redução da inflamação sistêmica. Uma microbiota equilibrada pode limitar a absorção calórica excessiva e contribuir para melhores respostas metabólicas. O treinamento de resistência aparece como gatilho de resposta metabólica benéfica.
O nutrólogo ressalta que a prática de treinos estruturados ajuda a modular a relação entre gordura visceral e metabolismo, sem depender de mudanças bruscas de peso a curto prazo. O foco fica no ganho de massa magra e na melhoria da sensibilidade à insulina.
Estilo de vida e sono
O sono é considerado fator crítico na gestão da gordura visceral. A privação de descanso tem impacto direto na distribuição de gordura abdômen, mesmo sem grandes variações de peso. Manter padrões consistentes de sono contribui para equilíbrio hormonal.
Também é enfatizada a gestão do estresse, pois níveis elevados de cortisol favorecem o armazenamento de energia na região abdominal. Técnicas de relaxamento e rotinas de sono estáveis aparecem como pilares da prevenção.
Conclusões e próximos passos
A abordagem apresentada pelo especialista prioriza precisão metabólica, mudança de hábitos e melhoria da composição corporal. O enfoque não se restringe a redução de medidas, mas a redução de risco associado à gordura visceral. A orientação é manter acompanhamento médico e nutricional.
Fontes: entrevista com o nutrólogo Joaquim Menezes e referências em cardiometabolismo e nutrição clínica.
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