- Pesquisadores analisaram fósseis de bicos de polvo que remontam até 100 milhões de anos e apontam que algumas espécies antigas podiam chegar a 19 metros, rivalizando predadores como mosassauros e plesiossauros.
- Uma espécie identificada, Nanaimoteuthis haggarti, teve um bico maior que o do polvo gigante moderno, levando a estimativas de comprimento entre sete e dezenove metros.
- O desgaste observado nos bicos indica que esses octópodes esmagavam ossos e conchas com frequência, sugerindo predadores no topo da cadeia alimentar do Cretáceo.
- A equipe usou a relação entre tamanho de mandíbula e corpo em polvos atuais para inferir o tamanho total, sugerindo que eram predadores comportamentalmente sofisticados.
- Observações de desgaste mais acentuado de um lado indicam possível lateralização, com preferência de determinados braços para tarefas específicas.
Dois a cada três parágrafos, o texto mantém o foco na objetividade, apresentando fatos checados sobre fósseis de ostras. Novas evidências apontam que lulas giganteas ancestrais usavam poderosos bicos para esmagar ossos e conchas, sugerindo predadores de topo no Cretáceo.
Análises de dezenas de fósseis recém-identificados indicam que algumas espécies antigas de octópodes poderiam chegar a 19 metros de comprimento. Esses animais, com tamanho próximo aos maiores vertebrados marinhos, disputavam o papel de predadores apex com mosassauros e plesiossauros.
Os fósseis analisados incluem bicos fossilizados, a parte rígida mais conservada do corpo de um octópode. Padrões de desgaste nesses bicos apontam para esmagamento frequente de estruturas duras, como ossos e conchas.
Metodologia e principais resultados
A equipe reexaminou 15 bicos grandes antes atribuídos a lulas vampiro, que passaram a pertencer ao grupo Nanaimoteuthis. Com imaging digital, foram identificados mais 12 bicos ocultos em rochas cretáceas, com idade entre 72 e 100 milhões de anos.
Uma espécie, Nanaimoteuthis haggarti, teve bico maior que o da lula gigante atual, estimando-se 7 a 19 metros no total. Esse valor sugere que poderia rivalizar como o maior invertebrado já registrado.
Especialistas externos destacam a importância da descoberta. Embora o estudo tenha utilizado comparações entre mandíbulas modernas e o tamanho do corpo, o resultado aponta predadores com estratégias de caça potencialmente semelhantes às dos invertebrados atuais.
Os pesquisadores indicam que, no maior grupo de indivíduos, o desgaste nos bicos era mais intenso de um lado, sugerindo possível preferência de membros para tarefas específicas, como ocorre com lulas modernas.
As conclusões aparecem na revista Science. As evidências ressaltam que o ecossistema marinho do Cretáceo era dominado por predadores de alta estatura, incluindo grandes répteis marinhos.
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