- Visita a um sítio em Lafayette, Califórnia, revela um laboratório doméstico de Sasha Shulgin com mais de duzentos compostos psicodélicos criados por ele e usados em autoexperimentos com um grupo de amigos.
- Dentre os compostos está o MDMA, sintetizado em mil novecentos e doze, que ganhou uso terapêutico na década de setenta; o MDMA foi proibido em mil novecentos e oitenta e cinco, e houve tentativas de reabilitá-lo para tratamento de transtorno de estresse pós-traumático.
- O tour é conduzido pela administradora Wendy Tucker, filha de Ann; o laboratório fica a cerca de vinte metros da casa, onde Sasha morreu em dois mil e quatorze, e hoje é utilizado por Paul Daly para pesquisas sobre mescalina em cactos.
- Na sala, há um retrato do químico jovem e outra foto do casal sob a “tripping tree”; no escritório, armários de aço e um avental com a tag “Alquimista” compõem o ambiente.
- Wendy criou, há três anos, a Fundação Shulgin para arrecadar recursos e preservar o local, que funciona como espaço de debates sobre cultura psicodélica e recebe visitantes e eventos como workshops da fundação.
O laboratório mais influente da pesquisa psicodélica fica em Lafayette, Califórnia. Em um barracão de 18 m², Sasha Shulgin criou mais de 200 compostos usados por um grupo de amigos que realizava autoexperimentação.
O sítio abriga a casa onde Ann e Alexander Shulgin viveram por 36 anos. O laboratório doméstico funciona próximo à residência e reúne consumos de vidrarias, tubos e equipamentos simples que atendiam a um circuito de pesquisa particular.
Na década de 1980, o MDMA, sintetizado por Sasha, ganhou notoriedade. O composto foi proibido nos EUA em 1985, em meio a debates sobre sua aplicação terapêutica. Esse histórico impacta ainda hoje o campo psicodélico.
A família administra o local hoje por meio da Fundação Shulgin, criada pela filha de Ann, Wendy Tucker. A fundação busca preservar o sítio e promover encontros sobre o tema, operando com apoio financeiro de doações.
O laboratório fica a cerca de 20 metros da casa e conserva parte da parafernália usada por Sasha, que enfrentou problemas com licenças na época. Hoje, o espaço ainda é utilizado por pesquisadores ligados ao tema.
Do lado externo, o celeiro hospeda a Fundação e eventos como workshops de respiração holotrópica. Em 1994, a intervenção da polícia resultou na perda de licença, marcando a história da propriedade.
O local é visto por Wendy como um espaço de diálogo entre diferentes setores, incluindo comunidades indígenas, empresários e autoridades. O objetivo é debater os avanços e as restrições da cultura psicodélica.
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