- A modelo Gisele Bündchen voltou a consumir proteína animal após apresentar gases, inchaço e desconforto intestinal persistente, atribuídos ao feijão.
- Ela havia seguido uma dieta vegana por anos e disse que a digestão afetou significativamente seu bem-estar.
- Explicação científica: o feijão possui oligossacarídeos que são fermentados por bactérias no intestino grosso, gerando gases e sensação de inchaço.
- Antinutrientes como lectinas e fitatos em leguminosas podem interferir na absorção de minerais e irritar a mucosa intestinal em pessoas sensíveis; o preparo adequado reduz esses compostos.
- Dietas veganas exigem planejamento para suprir vitamina B12, ferro, zinco, ômega-3 de cadeia longa e aminoácidos essenciais; sem acompanhamento, deficiências podem surgir.
Gisele Bündchen decidiu retomar o consumo de proteína animal depois de relatos de desconfortos digestivos persistentes. A supermodelo, que anteriormente seguia uma alimentação vegana há anos, afirmou que a dieta prejudicou sua digestão de forma significativa, com gases, inchaço e desconforto intestinal. O motivo apontado foi o feijão, alimento comum no Brasil, considerado responsável pelo problema.
Especialistas destacam que o feijão, classificado como leguminosa, possui oligossacarídeos que não são totalmente digeridos no intestino delgado. Quando chegam ao intestino grosso, são fermentados por bactérias, gerando gases e distensão. O conteúdo aborda ainda antinutrientes presentes nas leguminosas, como lectinas e fitatos, que podem interferir na absorção de minerais.
A matéria explica que o preparo adequado do feijão reduz esses componentes, mas pessoas com microbiota instável ou sensibilidade gastrointestinal podem sentir desconforto mesmo assim. O texto reforça a ideia de bioindividualidade, ou seja, cada corpo reage de forma diferente aos alimentos.
Além disso, o artigo ressalta que dietas veganas requerem planejamento para evitar deficiências de vitamina B12, ferro, zinco, ômega 3 de cadeia longa e aminoácidos essenciais. Sem acompanhamento nutricional, deficiências ocultas podem surgir, levando a fadiga, alterações de humor e perda de massa muscular.
A decisão de Gisele não invalida o veganismo como escolha, mas levanta a discussão sobre dieta restritiva sem acompanhamento profissional. O corpo, segundo o texto, envia sinais como gases frequentes, inchaço e alterações no trânsito intestinal que merecem atenção.
Despesas com saúde e bem-estar aparecem ao longo da leitura como fatores que influenciam escolhas alimentares. A reportagem cita ainda a importância de acompanhar individualmente sinais corporais e consultar especialistas para ajustes na dieta.
(*) Juliana Andrade é nutricionista formada pela UnB e pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional. Escreve sobre alimentação, saúde e estilo de vida
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