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SP oferece até R$ 36 mil para produtores ajudarem a salvar o pinheiro-brasileiro

São Paulo paga até R$ 36 mil a produtores em Cunha para conservar a araucária, visando frear o declínio da espécie e a produção de pinhão

Araucária, o pinheiro brasileiro, está ameaçada de extinção.
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  • SP abriu edital do programa de Pagamento por Serviços Ambientais para incentivar a conservação da Araucaria angustifolia, oferecendo até R$ 36 mil por produtor rural que adote práticas de proteção da espécie.
  • Organizações podem receber até R$ 250 mil para projetos ligados à araucária, como parte do PSA estruturado pela Fundação Florestal.
  • A araucária está ameaçada por décadas de exploração e perda de habitat, agravadas pela crise climática, com estimativas de encolhimento de áreas adequadas até 2070 sem intervenção.
  • O projeto piloto ocorre na zona de amortecimento do Parque Estadual da Serra do Mar, em Cunha, região que concentra mais de noventa e cinco por cento da produção de pinhão no estado.
  • Inscrições vão até 15 de maio; interessados devem se inscrever no Escritório do PESM – Núcleo Cunha ou pelo e-mail proaraucaria@fflorestal.sp.gov.br, atendendo aos critérios ambientais.

A SP lançou um edital que remunera produtores rurais que adotem práticas de conservação da Araucaria angustifolia, o pinheiro-brasileiro. O benefício pode chegar a até R$ 36 mil por participante, dentro do programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

A iniciativa trabalha para frear o avanço da ameaça à araucária, árvore símbolo da Mata Atlântica e base da cadeia do pinhão. Além de produtores, organizações podem receber até R$ 250 mil para projetos ligados à espécie.

A proposta integra o projeto Pró-Araucária, conduzido pela Fundação Florestal. O objetivo é preservar árvores existentes, plantar mudas, recuperar áreas degradadas e promover manejo sustentável do pinhão. O piloto ocorre na zona de amortecimento do Parque Estadual da Serra do Mar, em Cunha.

Cunha, no Vale do Paraíba, concentra mais de 95% da produção de pinhão no estado. A região é o foco por apresentar maior disponibilidade de araucárias e maior importância econômica para famílias locais.

Dados do governo estadual indicam que, nos últimos anos, a produção de pinhão ultrapassou 1.100 toneladas. Ainda assim, há sinais de envelhecimento das árvores e baixa regeneração natural, o que justifica o PSA.

Como funciona o pagamento

O PSA remunera ações de preservação, plantio e manejo sustentável da araucária, estimulando a bioeconomia ao mesmo tempo em que se cuida da floresta.

Quem pode participar

Agricultores familiares, pequenos produtores e organizações de conservação podem se inscrever. É necessário comprovar vínculo com a terra e atender aos critérios ambientais do edital.

Inscrições e responsabilidades

Organizações com atuação na conservação da araucária em Cunha, com pelo menos um ano de atuação, podem se inscrever. Produtores rurais precisam apresentar documentação exigida e vínculo com o imóvel.

As inscrições vão até 15 de maio. A documentação deve ser entregue no Escritório do PESM – Núcleo Cunha ou pelo e-mail da Fundação Florestal. O edital, com a lista completa de exigências, está disponível no site do governo de SP.

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