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Aos 16 anos, jovem cria barreiras de 2 km para limpar rios e oceanos

De jovem que viu mais plástico que peixe à maior megaprojeto de despoluição: barreiras flutuantes de 2 quilômetros limpam mares, com meta de 90% até 2040

Você já imaginou que uma ideia de colégio virasse o maior megaprojeto de limpeza dos oceanos?
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  • Boyan Slat tinha dezesseis anos quando viu mais plástico do que peixes na Grécia e criou a organização The Ocean Cleanup, hoje com mais de cento e vinte funcionários.
  • A iniciativa já removeu quarenta e seis milhões de quilos de lixo usando barreiras flutuantes de dois quilômetros.
  • O sistema principal para o oceano aberto é uma barreira em forma de U com cerca de dois milímetros? (Correção: manter 2,2 quilômetros) de extensão, rebocada por dois navios de apoio.
  • A maior parte do lixo coletado vem de leitos fluviais poluídos; há também embarcações autônomas chamadas Interceptors para bloquear o plástico na fonte. Em 2024, ocorreram cento e doze extrações bem-sucedidas.
  • Meta até 2040: remover noventa por cento do plástico flutuante dos mares; planos incluem Programa 30 Cidades, dois novos interceptores na América Central em 2025 e mapeamento automatizado para localizar áreas de alta concentração de detrito.

Aos 16 anos, Boyan Slat viu mais plástico que peixe durante mergulho na Grécia e criou a maior iniciativa de limpeza de oceanos. A partir dessa ideia escolar nasceu a The Ocean Cleanup, organização sem fins lucrativos fundada em 2013.

Hoje, a operação afirma ter removido 46 milhões de quilos de lixo por meio de barreiras flutuantes de cerca de 2 quilômetros. A meta é eliminar 90% do plástico nos mares até 2040, um objetivo que guia investimentos e pesquisas da entidade.

A abordagem combina diferentes frentes. Em rios, o projeto utiliza embarcações autônomas chamadas Interceptors para bloquear o lixo na fonte. No oceano, barreiras de 2,2 quilômetros são rebocadas por navios de apoio para coletar detritos, com foco em áreas históricas de poluição. Em 2024, foram 112 extrações bem-sucedidas.

Os impactos são distribuídos entre operações em água doce e mar. Parte significativa dos 46 milhões de quilos retirados veio de leitos fluviais, onde os Interceptors atuam para reduzir a entrada de resíduos nos ambientes aquáticos. A organização planeja expandir a atuação com o Programa 30 Cidades, além de dois novos interceptores na América Central em 2025, e utiliza mapeamento automatizado para localizar zonas de maior concentração de detritos.

A proposta tecnológica envolve investimentos contínuos em robótica e engenharia aeroespacial, com o objetivo de tornar as ações mais eficientes e escaláveis. A organização sustenta que a intervenção direta na fonte pode reduzir impactos ecológicos e estimular políticas públicas mais rigorosas contra a poluição.

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