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Cidade submersa de Cuba: mistério e possíveis descobertas

Investigação aponta que estruturas submarinas em Cuba, captadas por sonar, podem ter origem geológica, não cidade humana antiga

Existe mesmo uma "cidade submersa" na costa de Cuba?
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  • Em 2001, uma equipe canadense usando sonar encontrou, a cerca de 650 metros de profundidade, formações de pedra em frente à península de Guanahacabibes, que lembravam uma cidade.
  • As estruturas não correspondiam a naufrágios conhecidos e apresentavam padrão organizado, com blocos polidos e formas que lembravam pirâmides.
  • Chegou-se a especular que a cidade pudesse ter cerca de 6.000 anos, o que colocaria essa possível civilização muito antes das pirâmides do Egito.
  • No entanto, pesquisas apontam obstáculos geológicos: para atingir essa profundidade, a estrutura precisaria ter pelo menos 50.000 anos, o que complica a hipótese de cidade antiga.
  • Especialistas ressaltam que processos naturais podem criar padrões geométricos parecidos com artefatos humanos, sendo a possibilidade de uma cidade submersa ainda incerta e não comprovada.

No fundo do Caribe, a cerca de 650 metros de profundidade, blocos de pedra polida e formas simétricas aparecem em imagens de sonar, sugerindo padrões fora do comum. A hipótese de uma cidade submersa ganhou espaço na discussão pública ao longo dos anos.

A origem remonta a 2001, quando uma equipe canadense da ADC detectou estruturas distintas durante busca por destroços espanhóis. Os formatos não correspondiam a naufrágios conhecidos, gerando curiosidade sobre uma possível ocupação humana antiga.

Desdobramentos técnicos

As primeiras observações, relatadas pela BBC, apontaram estruturas organizadas a profundas margens frente à península de Guanahacabibes. Um robô subaquático flagrou blocos de superfície lisa e formas que lembravam pirâmides e estruturas arredondadas.

Viés científico e ceticismo

Estimativas iniciais sugeriram uma idade de cerca de 6 mil anos, o que provocou debates sobre capacidades arquitetônicas antigas. Pesquisadores adotaram cautela, reforçando a necessidade de provas antes de qualquer afirmação definitiva.

Obstáculos geológicos

Especialistas pontuam que a profundidade exigiria cronologia incompatível com uma cidade antiga, se a origem for humana. A geologia complexa da região pode, em muitos casos, gerar ilhas de padrões que parecem organizados.

Paralelos com outros sítios

Casos como Yonaguni, no Japão, mostraram que estruturas interpretadas como civilizações perdidas podem ter origem natural. O mesmo ocorre com formações submersas que lembram caminhos, descritas como fraturas rochosas que formam padrões.

Atualidade e conclusão provisória

Hoje, a ideia de uma cidade submarina cubana permanece no âmbito das discussões na internet, com imagens não verificadas e interpretações diversas. As evidências disponíveis não comprovam uma ocupação humana antiga naquela área.

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