- Bootstrap Bio, baseada na Califórnia, encerrou operações no final de 2025 após dificuldades para obter investimento; o CEO Chase Denecke afirmou que não houve interesse suficiente de investidores.
- O ex-CTO Qichen Yuan, na época contratado pela Bootstrap Bio, foi preso em agosto de 2025 por tentativa de tráfico sexual de menor; a empresa não comentou o caso.
- Manhattan Genomics (também chamada de Manhattan Project), de Nova York, fechou-se após desentendimentos entre sócios; planejava edição germinial de embriões para prevenir doenças — não gerou propriedade intelectual relevante.
- Cathy Tie, cofundadora da Manhattan Genomics, anunciou a criação da Origin Genomics para avançar a correção germinial de genes; houve divergências com a cofundadora Eriona Hysolli sobre governança.
- Um terceiro grupo, a Preventive, surgiu em outubro com cerca de 30 milhões de dólares em financiamento de investidores conhecidos; o status da empresa não foi divulgado.
Bootstrap Bio e Manhattan Genomics encerraram atividades, interrompendo planos de editar genes em embriões humanos para prevenir doenças graves. As empresas anunciaram o fechamento entre 2025 e 2026, citando dificuldades financeiras e conflitos internos. O anúncio veio após meses de sinais de ruído financeiro no setor.
Manhattan Genomics, com sede em Nova York, fechou pouco depois de promover a contratação de conselheiros científicos em outubro, entre eles um médico de fertilidade reconhecido, um cientista de dados ligado a uma empresa de biotecnologia de extinção e um pesquisador de IVF com “três pais”. Bootstrap Bio confirmou o encerramento no final de 2025.
As duas startups buscavam edição de germoplásmicas em embriões para evitar doenças, prática ainda não comprovada de segurança e eficácia. Esse tipo de intervenção, que pode ser herdada por futuras gerações, é amplamente contestado e proibido em diversos países, incluindo os EUA.
Contexto
A edição de germ line não é comprovada em termos de segurança. Preocupações apontam para edições não intencionais em outras partes do DNA, com impactos imprevisíveis. O tema suscita temor de uso para melhoria estética ou intelectual, o que dificulta apoio regulatório.
Caso He Jiankui, na China, é citado como referência histórica: em 2018, ele editou embriões, gerando controvérsia mundial e sanções legais. Hoje, o movimento de empreendedores e investidores tem enfrentado obstáculos legais, técnicos e de financiamento.
Situação das empresas
Bootstrap Bio foi alvo de ação federal em 2025 envolvendo o então diretor científico, acusado de tentativa de tráfico sexual de menor. A empresa afirma que o episódio não afetou a decisão de cessar operações ativas, mas houve repercussões junto a investidores.
Manhattan Genomics informou, em março de 2026, a dissolução de sua parceria e a criação de uma nova empresa de ciência genética com foco em correção germinial nos EUA. Cofundadoras citam divergências estratégicas entre diferentes estruturas legais da empresa.
As informações indicam que o setor de edição de embriões enfrenta desafios financeiros, regulatórios e de governança, com casos isolados de fechamento e reestruturação. Fontes reconhecem que a promessa de prevenir doenças ainda não se materializou de modo viável e seguro.
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