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Movimento geológico colossal empurra placas sob Portugal e Espanha e muda a Terra

Península Ibérica gira lentamente no sentido horário, impulsionada pela colisão entre placas africana e euroasiática; Arco de Gibraltar atua como barreira natural

O atual movimento geológico colossal sob o solo europeu revela que a superfície terrestre passa por fortes transformações estruturais de forma contínua
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  • Um movimento geológico colossal empurra as placas sob Portugal e Espanha, fazendo a Península Ibérica girar no sentido horário e a África aproximar-se da Europa, segundo estudo recente.
  • A pesquisa, publicada em dezembro de 2025 pela Universidade do País Basco e liderada por Asier Madarieta-Txurruka, usa GNSS e registros sísmicos para mapear a deformação da crosta entre África e Europa, com dados divulgados pelo El País.
  • A África empurra a base da Europa a cerca de quatro a seis milímetros por ano; a velocidade varia por região, com até três a cinco milímetros na região entre Estreito de Gibraltar e costa da Bética e entre quatro vírgula dois a quatro vírgula nove milímetros na costa norte do Marrocos; a projeção para cem anos é de avanço entre quarenta e nove centímetros.
  • O Arco de Gibraltar atua como amortecedor natural, absorvendo parte da energia gerada pela colisão entre as placas e ajudando a manter baixos os níveis de deformação em cidades como Lisboa e Madrid.
  • A tensão tectônica permanece associada a áreas de alto risco sísmico, especialmente no Golfo de Cádiz, lugar do histórico terremoto de Lisboa de 1755; o estudo destaca a expansão de estações GNSS submarinas como prioridade para monitoramento e prevenção.

O estudo mais recente aponta que um movimento geológico de grande escala empurra lentamente as placas sob a Península Ibérica, alterando a rotação do continente. Portugal e Espanha estão no centro da dinâmica, que ocorre com precisão mensurável segundo a pesquisa divulgada pela universidade espanhola EHU/UPV. A África avança em direção à Europa, enquanto a região permanece sob a sombra de falhas históricas.

Pesquisadores utilizaram tecnologias de ponta para mapear a crosta na fronteira entre os continentes. Linhas de satélite e registros sísmicos regionais compõem o método, permitindo observar a rotação lenta da Península Ibérica. O estudo cruza dados de GNSS e de terremotos recentes para gerar novos mapeamentos da área mediterrânea ocidental.

O movimento é definido como um deslocamento contínuo de 4 a 6 milímetros por ano, com variações regionais. Em estreito de Gibraltar e costa da Bética, a velocidade é de até 3,5 milímetros por ano; na costa norte do Marrocos, varia entre 4,2 e 4,9 milímetros. Projeções para um século apontam avanços entre 35 e 49 centímetros.

Arco de Gibraltar e proteção natural

O Arco de Gibraltar surge como uma barreira que absorve parte da energia gerada pela colisão entre as placas. Essa rocha costeira atua como amortecedor, reduzindo a transmissão de tensões até o interior da região ibérica. Segundo a publicação da Earth, esse isolamento natural explica por que áreas como Lisboa e Madrid apresentam deformação superficial relativamente baixa.

A falha oceânica no Golfo de Cádiz continua identificada como uma das zonas de maior risco sísmico da Europa. O terremoto de Lisboa, em 1755, ocorreu exatamente nesse contexto de tensão entre as placas africana e eurasiática. Dados atuais reforçam a importância de monitoramento contínuo por meio de estações GNSS submarinas.

Perspectivas e segurança

Apesar do ritmo lento, o monitoramento de deslocamentos criminos por satélite orienta políticas públicas e infraestrutura. A finalidade é prevenir desastres estruturais maiores, com foco na atualização de redes de transporte, habitação e serviços públicos. A pesquisa enfatiza que o fenômeno, embora perceptível apenas por equipamentos especializados, tem implicações relevantes para planejamento urbano e geotécnico a longo prazo.

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