- Amamentação e vacinação são defesas complementares na proteção de bebês, atuando desde o nascimento.
- Dados recentes indicam 62% de aleitamento materno na primeira hora de vida e mediana de aleitamento materno exclusivo de três meses, com avanços modestos desde 2006.
- A cobertura vacinal em crianças com até dois anos, entre 2023 e 2024, mostrou pouca evolução, com quedas em alguns casos e apenas duas vacinas atingindo 95% de cobertura; em 2025 houve recuperação, mas nenhuma vacina atingiu a meta de 95%.
- O leite materno pode transmitir anticorpos e oferecer proteção temporária, especialmente quando a mãe é vacinada, com benefício estimado por volta de seis meses em muitos cenários.
- Sem política pública adequada, amamentação tende a ser privilégio, e sem vacinação adequada, as crianças ficam em maior risco para doenças.
O pediatra e colunista da Crescer destaca, em tom objetivo, que amamentação e vacinação atuam como defesas distintas, mas complementares na proteção de bebês. O texto ressalta a importância de cada uma, apesar da baixa adesão e de desafios nas políticas públicas de saúde infantil.
A visão apresentada compara as duas práticas a uma dupla de proteção que atua desde o nascimento. Leite materno oferece proteção temporária, enquanto a imunização ativa prepara o organismo para respostas futuras. A relação entre ciência e afeto é enfatizada como núcleo da proteção infantil.
Dados recentes mostram que as taxas de aleitamento materno variam conforme o indicador: a ENANI-2019 aponta 62% de AM na primeira hora de vida e uma mediana de AME de 3 meses. Ainda assim, os ganhos ao longo de 2006-2020 são modestos.
Quanto à vacinação, as coberturas em menores de 2 anos entre 2023 e 2024 registraram evolução dissociada entre vacinas. Alguns antígenos apresentaram queda, outros estabilidade, e houve aumentos pontuais em algumas primeiras doses e reforços. Em 2025, houve recuperação em várias vacinas, mas sem atingir a meta de 95% em nenhum imunizante.
Conceitos de imunização
A reportagem explica, com base na SBIm, a diferença entre imunização ativa e passiva. A ativa envolve produção de anticorpos por exposição ao agente ou por vacinação. A passiva fornece anticorpos prontos, por exemplo via leite materno ou por itens artificiais. A ideia é esclarecer como leite e vacina influenciam a proteção do lactente.
Amamentação como suporte durante procedimentos
O texto cita a prática de amamentar durante procedimentos dolorosos, como vacinação, como estratégia de manejo da dor em recém-nascidos. Estudos indicam que a amamentação pode reduzir a agitação e favorecer o relaxamento da criança. O Ministério da Saúde já recomenda essa abordagem desde 2014.
A conclusão apresentada reforça a relação entre amamentação e vacinação como pilares da saúde materno-infantil, sem que um substitua o outro. A mensagem central é a necessidade de políticas públicas que valorizem ambas as frentes para ampliar a proteção infantil.
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