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Riscos silenciosos ameaçam a saúde dos rins dos brasileiros

Levantamento aponta que hábitos nocivos elevam o risco renal no Brasil, com diagnóstico tardio e aumento da diálise sobre o sistema de saúde

HIDRATAÇÃO - Fator protetor: não importa o clima, beber água é uma das medidas que resguardam a integridade do órgão (Guido Mieth/Getty Images)
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  • Pesquisa nacional com 2 mil brasileiros mostra hábitos que prejudicam os rins, como adiar exames, pouca hidratação e sedentarismo.
  • Cerca de 10% da população adulta convive com doença renal crônica, mas a maior parte não sabe que tem o problema.
  • Mais de 60% temem detectar algo grave nos exames, o que atrasa diagnóstico e tratamento.
  • Hipertensão (26%) e diabetes tipo 2 são condições que costumam piorar a saúde renal, com histórico familiar de pressão alta em 55%.
  • A diálise escala de 812 por milhão de habitantes já é um sinal de crise, com 173.408 pessoas em tratamento no Brasil e 83% atendidas pelo SUS; reforço na prevenção e no check-up periódico é essencial.

O risco renal no Brasil vem ganhando destaque devido a hábitos de vida e desconhecimento. Uma pesquisa com 2.000 brasileiros mostrou sinais de negligência com os rins, órgão essencial para filtrar o sangue e regular fluidos no corpo.

O levantamento aponta que quase 70% dos entrevistados adiam exames de rotina, mais da metade não se hidrata adequadamente e 40% são sedentários. Esses fatores elevam a chance de desenvolver doença renal crônica (DRC).

Causas e impactos

Além das más práticas, hipertensão e diabetes tipo 2 costumam atuar silenciosamente sobre os rins. Especialistas ressaltam que a reserva funcional renal pode compensar por tempo, mas tem limite. Quando surgem sintomas, o quadro já está avançado.

Mais da metade da população tem histórico de pressão alta, e 26% recebem diagnóstico de hipertensão. Cerca de 8% admitiram ter doença renal, o que contrasta com a percepção de risco, já que 1/3 se vê com baixa probabilidade de adoecer.

Diálise e demanda do serviço

A insuficiência renal tem levado a uma escalada na demanda por diálise. Em dez anos, a taxa passou de 550 para 812 pacientes por milhão de habitantes. Hoje, 173.408 pessoas dependem do tratamento, sendo 83% atendidas pelo SUS.

A logística para o tratamento é desafiadora: ida a clínicas três vezes por semana, deslocamentos longos em algumas regiões e filas que elevam o tempo de espera. Especialistas alertam que o sistema pode enfrentar aperto sem ações de prevenção.

Prevenção e sinais

Especialistas destacam a importância de check-ups regulares e mudanças de hábitos desde já. Sintomas como edema, alterações na urina e inchaço indicam necessidade de avaliação médica, mas não devem atrasar o diagnóstico.

Conquistar uma visão precoce sobre a saúde renal envolve hidratação adequada, prática de atividade física e controle de comorbidades. A epidemia de DRC tem relação direta com obesidade, longevidade e adesão a hábitos saudáveis.

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