Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Anvisa estabelece normas para uso de canetas emagrecedoras

Anvisa discute normas para manipulação de canetas emagrecedoras, com prescrição médica e controle de qualidade, buscando evitar mercado paralelo e garantir acesso seguro

A alta procura pelas canetas emagrecedoras criou um mercado paralelo – Foto: jcomp / Freepik
0:00
Carregando...
0:00
  • A Anvisa vai discutir normas para a manipulação de canetas emagrecedoras, com reunião da diretoria prevista para a próxima quarta-feira (29).
  • As normas priorizam receita médica, controle de qualidade e conformidade com a farmacopeia, para assegurar que a manipulação atenda a padrões de segurança e eficácia.
  • O aumento da demanda e o alto custo das canetas geram risco de mercado paralelo e de falsificações, segundo o médico sanitarista Gustavo Vecina Neto.
  • A fiscalização deve incluir visitas a farmácias de manipulação para verificar cumprimento de prescrição e controle de qualidade do insumo ativo utilizado.
  • O Estado precisa oferecer canais de acesso adequado para obesos mórbidos que não podem fazer cirurgia, garantindo disponibilidade das canetas com políticas de acesso apropriadas.

A Anvisa vai discutir normas para a manipulação de canetas emagrecedoras. A definição de procedimentos técnicos visa nortear o uso desses medicamentos. A proposta será analisada pela diretoria na próxima quarta-feira, 29, em Brasília. A motivação envolve temas de saúde pública e acesso à tratamento contra obesidade.

Especialistas destacam que cerca de 60% da população brasileira está obesa, o que aumenta o interesse pelos agonistas de GLP-1, presentes nessas canetas. O médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto aponta que o medicamento aumenta a saciedade e retarda o esvaziamento gástrico, com poucos efeitos colaterais.

Vecina compara a importância dos GLP-1 à passagem da penicilina, devido ao impacto em saúde pública. No entanto, ele ressalta que o preço elevado e a demanda alta elevam o desafio de gerenciamento e fiscalização. O acesso sem acompanhamento médico preocupa.

Normas propostas

As normas destacam a necessidade de receita médica como primeira etapa do uso. Em seguida, o controle de qualidade é essencial para assegurar que o insumo ativo atenda aos padrões da farmacopeia. A vigilância acompanhará as farmácias de manipulação para verificar conformidade.

Vecina afirma que a manipulação não substitui a indústria. Ele alerta que o mercado paralelo facilita falsificações, dificultando a fiscalização. O objetivo é evitar que pessoas consumam produtos não autorizados ou sem qualidade.

A Anvisa admite limitações institucionais e convoca médicos e consumidores a denunciarem irregularidades. Também reforça a responsabilidade estatal em oferecer canais de acesso às canetas para obesos mórbidos que não possam realizar cirurgia bariátrica, com políticas de inclusão adequadas.

Observações finais

O médico ressalta a necessidade de fiscalização eficiente para coibir abusos em farmácias de manipulação. O tema permanece em análise pela Anvisa, com foco na segurança, qualidade e acesso responsável aos tratamentos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais