- Maria Teresa Fernandez Piedade, bióloga do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, venceu o Prêmio Almirante Álvaro Alberto, o maior prêmio da ciência brasileira, concedido pelo CNPq em parceria com a Marinha.
- A entrega será no dia 7 de maio, no Rio de Janeiro; ela recebe diploma, medalha e um prêmio de R$ 200 mil em dinheiro.
- A pesquisadora atua há quase cinquenta anos na Amazônia, é docente dos programas de pós-graduação em Ecologia e Botânica do Inpa e lidera o grupo Maua (Ecologia, monitoramento e uso sustentável de áreas úmidas).
- O foco atual do trabalho é entender os efeitos da variação de água durante cheias e vazantes dos rios, bem como as mudanças provocadas por ações humanas como barragens.
- Ela ressalta a importância dos cursos d’água da região para o país, destacando a necessidade de conservação para proteger o equilíbrio hídrico e o clima.
A bióloga Maria Teresa Fernandez Piedade, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), foi anunciada vencedora do Prêmio Almirante Álvaro Alberto, o maior reconhecimento da ciência brasileira. A divulgação foi feita pelo CNPq nesta sexta-feira, 24 de maio, em parceria com a Marinha do Brasil.
A cerimônia de entrega está marcada para 7 de maio, no Rio de Janeiro, onde Maria Teresa receberá diploma, medalha e um prêmio de R$ 200 mil. A premiação reconhece contribuições relevantes em ciência ou tecnologia.
Maria Teresa atua há quase cinco décadas na Amazônia, formada no Inpa e hoje docente dos programas de Ecologia e Botânica. Lidera o grupo Maua, que estuda ecologia, monitoramento e uso sustentável de áreas úmidas.
Trajetória e pesquisas
Ao longo da carreira, a pesquisadora também atuou como professora convidada em várias instituições e integrou cooperações internacionais. Seu foco atual envolve variações hídricas durante cheias e vazantes de rios da região.
Ela destaca que alterações na disponibilidade de água, sobretudo com barragens, afetam ecossistemas, cadeias alimentares e estoques de carbono. O tema envolve ainda impactos de hidrelétricas como Balbina, no rio Uatumã.
Relevância regional e impactos
Segundo Maria Teresa, os grandes rios da Amazônia sustentam uma vasta rede de habitats que inclui várzeas e igapós, cobrindo centenas de milhares de quilômetros quadrados. Pequenos igarapés também são cruciais para o equilíbrio hidrológico regional.
A pesquisadora ressalta a importância de preservar cursos d’água para o país, enfatizando que o equilíbrio hídrico amazônico influencia serviços ecossistêmicos e o clima, além de orientar áreas de proteção ambiental.
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