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Cientistas monitoram cérebro de espectadores para entender reação a filmes

Cinema inteligente mede respostas cerebrais e biométricas de espectadores para orientar edição e riscos criativos em filmes, com cerca de 200 participantes durante Reno

Espectadores no “cinema inteligente” da Universidade de Bristol têm dados cerebrais e de frequência cardíaca coletados durante exibição do curta-metragem “RENO” — Foto: Universidade de Bristol
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  • Cientistas da Universidade de Bristol monitoraram respostas biométricas de cerca de 200 espectadores em um “cinema inteligente” para entender como o público reage a filmes em tempo real.
  • Técnicas usadas incluíram registro de atividade cerebral, frequência cardíaca, movimentos e olhar com câmeras infravermelho, buscando sinais sincronizados entre os participantes.
  • O curta de ficção científica exibido foi Reno, apresentado em versões diferentes para diferentes grupos para orientar a edição final.
  • Em comparação com a transmissão ao vivo, quem assistiu presencialmente mostrou maior imersão e frequências cardíacas mais sincronizadas, indicando maior envolvimento.
  • O estudo visa ajudar cineastas a tomar decisões de produção e direção com base nas respostas do público, além de explorar possíveis aplicações em outras formas de mídia.

O estudo descreve um experimento realizado no que é chamado de cinema inteligente, conduzido por pesquisadores da Universidade de Bristol, na Inglaterra. A proposta é medir, em tempo real, como o público reage a um filme por meio de dados biométricos e cerebrais. O objetivo é orientar decisões de edição, direção e produção, aumentando o entendimento sobre a experiência do espectador.

Ao todo, cerca de 200 pessoas foram conectadas a sensores que registram atividade cerebral, frequência cardíaca e movimentos. Câmeras infravermelhas acompanham olhares, enquanto a equipe identifica momentos em que sinais dos espectadores se sincronizam, indicando alto envolvimento com certas cenas.

O curta exibido no estudo foi o ficcional Reno, dirigido por Rob Hifle. A obra aborda temas como confiança e manipulação na era da tecnologia, explorando a relação entre humanos e inteligência artificial. Versões alternativas foram apresentadas a diferentes grupos para comparar reações.

O experimento comparou espectadores presentes no cinema com aqueles assistindo por meio de transmissão ao vivo. Os participantes presenciais relataram maior imersão e apresentaram frequência cardíaca mais sincronizada durante os trechos-chave da produção.

Iain Gilchrist, professor de neuropsicologia da instituição, afirmou que os dados coletados ajudam a entender como a história é compreendida e onde cenas específicas podem ter maior impacto. As informações devem orientar escolhas de edição para potencializar o efeito narrativo.

Os resultados indicam que a experiência presencial pode potencializar o engajamento, o que motiva a continuidade dos testes no cinema inteligente. Pesquisadores destacam o uso da tecnologia como ferramenta para avaliar formatos de mídia além do cinema.

Próximos passos e aplicações

  • A equipe planeja ampliar o estudo para outras obras e formatos de mídia.
  • Possíveis aplicações incluem orientar decisões criativas em fases de pré-produção e montagem.
  • Pesquisadores também avaliam a viabilidade de adaptar a metodologia para estudos de música ao vivo e outras experiências audiovisuais.

O estudo, apresentado pela Universidade de Bristol, reforça o interesse em ferramentas objetivas de avaliação de audiência. As informações coletadas devem contribuir para entender melhor a resposta emocional e cognitiva do público durante a narrativa.

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