- O censo brasileiro de diálise aponta a hipertensão arterial como uma das principais causas de doença renal crônica em pacientes em diálise no Brasil.
- O nefrologista Bruno Biluca explica que os rins são filtros sensíveis, com vasos sanguíneos finos, que são prejudicados pela pressão alta ao longo dos anos, comprometendo o fluxo sanguíneo.
- A hipertensão costuma não apresentar sintomas, o que dificulta a percepção do problema e a identificação da lesão renal.
- Na maioria dos casos já avançados, não é possível fazer o rim voltar a funcionar plenamente; o objetivo é estabilizar a doença e conservar a função renal.
- É essencial adotar o hábito de aferir a pressão regularmente, manter acompanhamento profissional e realizar exames básicos: sangue, urina e ultrassom abdominal.
A hipertensão arterial é apontada como uma das principais causas de doença renal crônica entre pacientes em diálise no Brasil, segundo o último censo brasileiro de diálise. A informação foi veiculada pela mídia em reportagem sobre o tema.
O nefrologista Bruno Biluca explica que os rins funcionam como filtros muito sensíveis. Vasos sanguíneos finos, ao longo dos anos, sofrem com a pressão elevada, o que reduz o fluxo sanguíneo e agrava danos renais. O resultado é uma piora significativa na função do órgão.
Além disso, Biluca ressalta que a hipertensão quase não apresenta sintomas perceptíveis, dificultando a detecção precoce da condição. Em estágios avançados, a recuperação da função renal é improvável, com o objetivo principal sendo estabilizar a doença.
O que fazer para prevenir
É fundamental criar um hábito de aferição regular da pressão arterial e manter acompanhamento médico constante. Exames básicos — sangue, urina e ultrassom de abdômen — ajudam na detecção precoce de alterações associadas à doença renal.
Para esclarecer, a entrevista foi divulgada pelo Link News na segunda-feira, 27, com base no censo de diálise e na avaliação do especialista. As informações também são acompanhadas por reports de fontes da área de saúde.
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