- Johnson & Johnson usa inteligência artificial para reduzir pela metade o tempo de geração de leads para o desenvolvimento de medicamentos.
- A empresa analisa o “universo potencial” em busca de compostos promissores, com foco na cura do câncer.
- Swanson diz que, embora a IA ajude, ainda não é possível descobrir produtos diretamente com a tecnologia.
- A IA também acelera a preparação de documentos para órgãos reguladores, reduzindo o tempo de 700–900 horas para cerca de 15 minutos.
- A J&J afirma que a IA é uma habilidade adicional para os funcionários, com cerca de 4.000 profissionais de tecnologia da informação na empresa.
A Johnson & Johnson afirma que a inteligência artificial pode acelerar significativamente o desenvolvimento de medicamentos, reduzindo pela metade o tempo necessário para gerar compostos líderes. A empresa informou dados nessa linha nesta segunda-feira.
Segundo o diretor de TI, Jim Swanson, a atuação com IA busca mapear o universo de compostos promissores e facilitar a identificação de opções com potencial para desenvolvimento, sem ainda criar produtos diretamente.
A meta é tornar os processos mais rápidos sem abandonar a qualidade, afirmou Swanson. A J&J também utiliza IA para aprimorar a preparação de documentos para reguladores, reduzindo horas de trabalho intenso.
Avanços e impactos na prática
A fabricante de fármacos e dispositivos médicos, com sede em Nova Jersey, trabalha com foco em IA para áreas-chave como produtos habilitados por IA, desenvolvimento de medicamentos e cadeia de suprimentos.
Swanson ressaltou que a IA ajuda a determinar o momento ideal de etapas como adição de solvente, bem como temperatura e tempo de processos, além de aumentar a eficiência regulatória.
Ele enfatizou que a IA não substitui pessoas, mas amplia habilidades dos funcionários e fortalece equipes de engenharia de software da empresa, que já contam com cerca de 4 mil profissionais de TI.
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