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Médico aponta sinais do corpo quando o cortisol está elevado

Especialista lista sinais de cortisol alto e aponta impactos no peso, pele, pressão arterial e sono

Foto colorida de mulher com as mãos na cabeça - Metrópoles
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  • Sinais específicos do cortisol alto: estrias violáceas, equimoses, pletora facial, fraqueza muscular proximal e pele fina.
  • Sinais frequentes, porém inespecíficos: ganho de peso com distribuição de gordura central e rosto em lua cheia; corcova de búfalo.
  • Em muitos casos há hipertensão arterial e alterações cutâneas como acne, cicatrização lenta e hirsutismo.
  • Nas mulheres, podem ocorrer alterações menstruais e queda da libido; distúrbios do sono e alterações de humor são comuns.
  • Efeitos metabólicos: hiperglicemia, intolerância à lactose, diabetes, colesterol alto e perda de eletrólitos; em crianças, há impacto no desenvolvimento puberal e no crescimento.

O cortisol é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais, acima dos rins, que atua no equilíbrio metabólico e na resposta ao estresse. A produção é regulada pelo eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, segundo o médico José Marcos Rocha Bastos, especialista em dor.

O médico, atuando no Centro Clínico Saint Moritz, em Brasília, explica que o hipotálamo libera CRH, que estimula a hipófise a liberar ACTH. Este, por sua vez, faz as suprarrenais produzir o cortisol. A elevação pode ser causada por fatores exógenos ou pela própria fisiologia do organismo.

O cortisol é conhecido como o “hormônio do estresse”, pois seus níveis sobem em situações desafiadoras. O aumento pode ocorrer por uso de medicamentos ou por produção excessiva pelo organismo, levando a sinais que variam de específicos a inespecíficos.

Sinais de cortisol alto

  • Estrias violáceas, maiores que 1 cm, presentes em cerca de 44% a 50% dos casos.
  • Equinomes: hematomas que aparecem com facilidade, entre 35% e 65% dos casos.
  • Pletora facial: rosto avermelhado, observado em 70% a 90% dos pacientes.
  • Fraqueza muscular proximal: dificuldade para subir escadas ou sair de cadeira.
  • Pele fina e fragilizada, especialmente em indivíduos com menos de 40 anos.

Alguns sinais são inespecíficos e comuns na população. O ganho de peso ocorre em 60% a 90% dos casos, com redistribuição de gordura na região central e corcova de búfalo. O rosto pode ficar arredondado, caracterizando a chamada face em lua cheia.

Hipertensão é observada em grande parte dos casos, variando de 60% a 90%. Alterações cutâneas incluem acne, cicatrização lenta e hirsutismo, que é o aumento de pelos em mulheres em locais típicos de homens.

As mudanças também podem alcançar o sono e o bem-estar mental. Distúrbios do sono, ansiedade, irritabilidade e alterações de humor aparecem com frequência, bem como depressão em alguns casos. Em mulheres, irregularidades menstruais podem ocorrer.

No aspecto metabólico, o cortisol elevado está associado a hiperglicemia, intolerância à lactose, diabete e desequilíbrios de lipídios, além de perda de eletrólitos. Em crianças, o cortisol alto pode atrasar o desenvolvimento puberal e reduzir o ritmo de crescimento.

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