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Nova pesquisa de DNA revela declínio de formigas nativas em Fiji

Estudo com DNA de formigas em Fiji mostra declínio de cerca de oitenta por cento das espécies endêmicas desde a chegada dos europeus, com expansão de espécies não nativas

Philidris nagasau, an ant species endemic to Fiji that farms Squamellaria plants. Image by Eli M. Sarnat via AntWeb (CC BY 4.0).
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  • Análises de DNA em formigas de Fiji revelam declínio de cerca de 80% das 88 espécies endêmicas desde a chegada humana, há cerca de 3 mil anos, com algumas espécies não nativas ganhando espaço.
  • A nova metodologia, chamada genomics de comunidade, usa DNA para inferir padrões populacionais em comunidades inteiras, não apenas em espécies isoladas.
  • O declínio ficou mais acentuado há cerca de 300 anos, coincidindo com a chegada de europeus, agricultura industrial e espécies introduzidas.
  • A fauna de Fiji, intrinsecamente ligada a florestas de alta elevação, passou por pelo menos 65 episódios de colonização; 16 espécies chegaram após a colonização europeia.
  • O estudo sequenciou mais de 4.100 espécimes, de 144 espécies de formigas, destacando a importância de acervos de museus para pesquisas científicas.

O estudo de DNA realizado em antas coletadas por toda Fiji revela um declínio expressivo das populações nativas ao longo de milênios. A análise aponta que quase 80% das 88 espécies endêmicas vêm diminuindo desde a chegada humana, há cerca de 3 mil anos, enquanto algumas espécies não nativas se expandiram.

A pesquisa usa uma abordagem chamada genômica comunitária, que utiliza DNA para inferir padrões populacionais em comunidades ecológicas completas, especialmente útil para insetos. Os cientistas recriaram a história das populações com base em amostras preservadas em museus.

O estudo identifica um declínio acentuado há aproximadamente 300 anos, coincidindo com a chegada de europeus, expansão agrícola e espécies introduzidas. Fiji abriga fauna de formigas concentrada em florestas de alta elevação, com 88 espécies endêmicas e 16 arrivals após a colonização europeia.

Metodologia e achados

As análises indicam que a diversidade de Fiji passou por pelo menos 65 eventos de colonização. Os dados provêm de mais de 4.100 espécimes sequenciados, pertencentes a 144 espécies. A equipe reforça o valor dos museus na compreensão histórica da biodiversidade.

Economo, pesquisador do Okinawa Institute of Science and Technology e da Universidade de Maryland, afirma que genomas registram sinais de crescimento ou queda populacional. O trabalho destaca como a história da fauna de ilhas é sensível a impactos humanos.

Contexto e implicações

Especialistas destacam que ilhas, com alta endemism, são particularmente vulneráveis a extinções. A pesquisa de 2019 já indicava que até 40% das espécies de insetos estão ameaçadas. Invasões biológicas aparecem como principal motor de declínio global.

Entre as espécies nativas de Fiji, destaca-se a *Philidris nagasau*, conhecida por cultivar plantas de Squamellaria. O caso é citado como exemplo notável de agricultura de formigas entre insetos.

Importância das coleções

Os autores ressaltam que coleções de museus ganham relevância para a ciência ao revelar padrões que não são observáveis no campo. A preservação de espécimes permite reconstruções históricas que ajudam a entender mudanças ecológicas.

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