- Estudo publicado nesta segunda-feira (27) na Nature Medicine apresenta um tratamento para pré-eclâmpsia precoce grave que pode alongar a gestação.
- O tratamento utiliza aférese extracorpórea para remover a proteína sFlt-1 do sangue materno, reduzindo o dano aos vasos sanguíneos.
- Em dezoito pacientes? (corrigir) Em dezesseis pacientes, a gestação ficou, em média, 10 dias mais longa, com melhoria da pressão arterial e crescimento fetal estável.
- O método remove o fator prejudicial, ao contrário de tratamentos que introduzem medicamentos, e mostra potencial para reduzir efeitos colaterais.
- Mesmo com os ganhos, o monitoramento da pressão arterial precisa ser constante após o parto, já que a pré-eclâmpsia ainda requer cuidado médico imediato em alguns casos.
Um estudo publicado nesta segunda-feira na revista Nature Medicine descreve um novo tratamento para gestantes com pré-eclâmpsia precoce grave, visando prolongar o tempo no útero. A técnica utiliza aférese extracorpórea para remover a proteína sFlt-1 do sangue materno, reduzindo danos aos vasos sanguíneos.
A equipe de pesquisadores, citada em comunicado, destaca que o método pode oferecer mais flexibilidade clínica em casos de alto risco. Entre os apoiadores, a pesquisadora Sarah Kilpatrick, do Cedars-Sinai, ressalta que, hoje, o parto costuma ser a única cura.
O estudo detalha o uso de uma proteína capaz de se ligar à sFlt-1, permitindo a filtragem do sangue materno para eliminar o excesso da proteína. A proposta não envolve a administração de novos fármacos, o que pode reduzir efeitos colaterais.
Resultados iniciais apontam que, em 16 pacientes, a gestação foi prolongada em média por 10 dias. Durante esse período, houve melhoria na pressão arterial e crescimento fetal estável, contribuindo para maior segurança durante a gestação.
Perspectivas e contexto
No Brasil, a pré-eclâmpsia é responsável por cerca de 80 mil mortes maternas anuais segundo a RBEHG, com registros de até 500 mil mortes fetais globalmente. A pré-eclâmpsia costuma ocorrer após 20 semanas e, em alguns casos, até seis semanas após o parto.
Interessados recebem acompanhamento para monitorar a pressão arterial e o bem-estar materno e fetal. Médicos avaliam sinais de agravamento e definem o momento adequado para intervenções.
Entre na conversa da comunidade