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Perdigão usa IA para mapear consumo e sugerir receitas na era Ozempic

Perdigão usa IA para identificar uso de GLP‑1 a partir de fotos de geladeira e sugerir receitas, gerando dados anonimizados de hábitos alimentares

GLP-1 e alimentação: fotos de geladeiras ajudam a identificar mudanças na dieta e orientar consumo. (Imagem gerada por IA/EXAME)
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  • A Perdigão passou a usar inteligência artificial para identificar sinais de uso de GLP-1 a partir de fotos enviadas pelos consumidores, via ferramenta chamada “Leitura da Geladeira”.
  • O sistema analisa imagens recebidas pelo WhatsApp e pode reconhecer itens como canetas injetáveis, influenciando sugestões de receitas com base no que há na geladeira.
  • A função usa o modelo Gemini 2.5 Flash do Google Cloud e busca oferecer refeições mais equilibradas com maior proteína, considerando o contexto de saúde do usuário.
  • Os dados coletados são anonimizados e seguem a LGPD; até o momento, a ferramenta recebeu cerca de 14 mil imagens desde o lançamento.
  • A Perdigão divulgou expansão de sua linha de proteína prática, o Meu Menu, e afirmou que o movimento reforça a busca por alimentos proteicos e de preparo rápido, alinhados às novas rotinas de bem-estar.

O uso de GLP-1 no Brasil começa a redesenhar hábitos alimentares. A Perdigão incorporou IA para identificar sinais de uso desses medicamentos a partir de fotos de geladeiras enviadas por consumidores. A análise ocorre com o modelo Gemini 2.5 Flash, do Google Cloud.

A ferramenta integra a leitura de imagens recebidas pelo WhatsApp e pode detectar itens como canetas injetáveis associadas ao GLP-1. A função faz parte da plataforma Leitura da Geladeira, que sugere receitas com base nos ingredientes disponíveis.

Além disso, a IA considera o contexto de saúde e bem-estar, priorizando refeições equilibradas com mais proteína. O objetivo é orientar escolhas nutricionais mantendo o consumidor no centro do planejamento de refeições, com sugestões personalizadas.

IA cruza alimentação com uso de GLP-1

A atualização ocorre em meio ao crescimento do mercado de GLP-1, que movimentou cerca de R$ 10 bilhões no Brasil em 2025 e pode chegar a R$ 50 bilhões até 2030, segundo projeções do Itaú BBA. Os dados coletados são anonimizados e seguem a LGPD.

A Perdigão afirma que cerca de 14 mil imagens já foram coletadas desde o lançamento, mantendo o foco em privacidade e proteção de dados. Luiz Franco, diretor de Marketing e Inovação da MBRF, afirma que a empresa vê transformação como oportunidade.

Mudanças no consumo e no portfólio

Especialistas apontam que usuários de GLP-1 reduzem calorias e sobem proteína na alimentação, impactando o setor. A KPMG aponta redução de gastos com alimentação e menor ingestão calórica entre usuários, com reflexos amplos para a indústria.

A Perdigão ampliou a linha Meu Menu, com refeições prontas contendo 42 g de proteína por porção, destacando o foco em proteína e praticidade. A consultoria L.E.K. indica demanda maior por alimentos proteicos e nutrição funcional.

Perspectivas para o setor e posicionamento

O mercado prevê expansão de marcas com foco em bem-estar e alimentação proteica. Ambev, M. Dias Branco e Camil aparecem entre as empresas com maior exposição a esse cenário, enquanto a Perdigão busca se posicionar como parte da transformação.

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