- Após quase um mês de incerteza, teve início nesta terça-feira (28) uma operação para tentar resgatar uma baleia jubarte encalhada no Mar Báltico, no norte da Alemanha.
- O resgate, financiado por dois milionários alemães, prevê conduzir o jovem macho, batizado de Timmy, por um canal recém-dragado até uma barcaça com água para levá-lo ao Mar do Norte.
- O canal APT está transmitindo a ação ao vivo pelas redes sociais.
- Especialistas do Museu Oceanográfico Alemão duvidam da eficácia da operação, destacando baixo estado de saúde do animal, alto risco de ferimentos e estresse, além de ruído elevado na barcaça.
- Autoridades da região de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental afirmaram que a estratégia busca minimizar o estresse, rejeitando pedidos de sacrifício para encerrar o sofrimento.
Após semanas de incerteza, Alemanha iniciou nesta terça-feira (28) uma operação de resgate de uma baleia jubarte encalhada no Mar Báltico, próximo ao litoral do estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. O plano envolve deslocar o animal por um canal recém-dragado até uma barcaça com água, que o levaria ao Mar do Norte.
O jovem macho, apelidado de Timmy pela população local, continua sob avaliação para determinar se suporta o deslocamento. A iniciativa é financiada por dois empresários alemães e está sendo transmitida ao vivo pelo canal APT.
Segundo a Reuters, os organizadores afirmam que a baleia ainda tem condições de suportar o trajeto. Entretanto, o Museu Oceanográfico Alemão expressou dúvidas sobre a viabilidade e o bem-estar do animal.
A instituição destacou que as chances de sucesso são reduzidas devido ao estado de saúde da baleia e ao risco de ferimentos, além de esperados altos níveis de ruído no interior da barcaça durante o transporte.
Autoridades de Mecklmburgo-Pomerânia Ocidental informaram que a estratégia prioriza a minimização do estresse para o animal. Essa posição contrapõe apelos públicos por uma solução que encerre o sofrimento da baleia por meio de sacrifício.
A operação ocorre após quase um mês de impasse e envolve monitoramento contínuo de equipes veterinárias, garimpo de dados sobre hábitos da espécie e comunicação com a população por meio de redes sociais. O desfecho permanece incerto.
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