- A arara-vermelha-grande voltou a se reproduzir na Mata Atlântica após quase dois séculos de extinção da espécie no litoral brasileiro.
- O primeiro nascimento de filhotes foi registrado neste mês pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
- A retomada ocorreu após projeto do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama em Porto Seguro, Bahia; araras foram soltas na Mata Atlântica em 2024 e se reproduziram neste ano.
- A espécie já era encontrada no Brasil, mas desmatamento e captura ilegal a eliminaram do bioma, hoje concentrando-se principalmente no Centro-Oeste e no Norte.
- A arara-vermelha-grande tem papel importante na regeneração florestal, ao dispersar sementes durante a alimentação de frutos.
A arara-vermelha-grande voltou a se reproduzir na Mata Atlântica após quase dois séculos. A informação foi publicada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e confirma o primeiro nascimento de filhotes neste bioma.
O nascimento foi registrado neste mês pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A reprodução ocorreu após um projeto do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Porto Seguro, Bahia, que envolve solturas na Mata Atlântica desde 2024.
A espécie, que já era comum em grande parte do território brasileiro, teve a presença na região litorânea historicamente registrada desde o período colonial. Desmatamento e captura ilegal contribuíram para sua extinção local no bioma.
Contexto histórico
A arara-vermelha-grande já era observada na Mata Atlântica desde 1500, conforme registros históricos. Hoje, a população está mais concentrada no Centro-Oeste e no Norte do país, refletindo mudanças de distribuição em razão da degradação de habitats.
Projeto de reintrodução
O programa do Ibama, com participação do Cetas, envolveu soltas de aves na Mata Atlântica em 2024. A novidade do mês é o nascimento de filhotes, indicador de adaptação e sucesso reprodutivo no novo ambiente.
A reprodução recente reforça o papel ecológico da arara-vermelha-grande, que, ao consumir frutos, dispersa sementes de várias espécies. Esse movimento ajuda a regeneração de florestas e a sustentação da biodiversidade regional.
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