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Casa sustentável dispensa cimento e tijolos, usa terra compactada e bunker

Casa sustentável em Santa Catarina usa superadobe com terra compactada, sem cimento, mantendo interior fresco e com bunker subterrâneo de sobrevivência

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  • Em Santa Catarina, uma casa sustentável usa a técnica de superadobe, com paredes de 25 centímetros feitas de rolos de polipropileno cheios de terra, dispensando cimento e tijolos.
  • O conforto térmico é alcançado sem energia elétrica, já que a terra compactada “respira” e mantém o interior frio em clima quente.
  • A montagem ocorre no terreno, com malhas de polipropileno preenchidas com terra crua, formando lances de até 15 metros e paredes de contenção de 25 centímetros.
  • Além da casa na superfície, há um bunker subterrâneo em contêiner enterrado para armazenamento de suprimentos a longo prazo, com temperatura estável.
  • O projeto enfatiza autossuficiência, incluindo refúgio contra tornados, banco de sementes protegido e espaço para reuniões espirituais dedicadas ao uso ritualístico da ayahuasca.

Uma casa em Santa Catarina mostra que é possível combinar conforto e sustentabilidade sem tijolos nem cimento. A construção utiliza a técnica do superadobe, com paredes de 25 centímetros formadas a partir de malhas de polipropileno preenchidas com terra. O resultado é uma estrutura que funciona sem ar-condicionado.

O projeto visa reduzir consumo de energia, aproveitando a troca de calor natural entre a terra e o ambiente externo. A alvenaria “respira” e, em dias quentes, o interior permanece mais estável. O método substitui materiais tradicionais por rolos de polipropileno preenchidos com terra crua.

Como funciona a técnica de superadobe

A obra utiliza malhas de polipropileno, parecidas com sacos agrícolas, cortadas em rolos de até 400 metros. No terreno, esses rolos são preenchidos com terra e formam lances contínuos de 15 metros. Depois, as camadas são socadas e compactadas para endurecimento.

A montagem ocorre diretamente no local, com pouca ou nenhuma intervenção de materiais convencionais. As paredes são erguidas por etapas, até a altura desejada, respeitando o formato definido pelo projeto.

Estrutura e etapas da construção

A elevação das paredes é comparável a uma impressão manual em 3D, com solo local e força física. O barracão fica parcialmente dentro de um barranco para atuar na inércia térmica da encosta. Os reforços incluem arame farpado e drenagem para evitar deslizamentos.

Entre os recursos, destacam-se o telhado verde com cipós, o que reduz ganho de calor, e a lona reforçada para proteção contra infiltração na encosta. A técnica prioriza eficiência de uso de recursos e sustentabilidade da obra.

Bunker subterrâneo e uso do espaço

A propriedade inclui uma célula de sobrevivência enterrada, a partir de um contêiner acomodado no subsolo. O objetivo é armazenamento de suprimentos a longo prazo, mantendo condições estáveis de temperatura e escuridão.

A reserva subterrânea demonstra aplicação de conservação de alimentos: itens estocados há anos mantêm qualidade sob condições controladas. O conjunto busca oferecer autossuficiência em cenários extremos, como tempestades ou quedas de energia.

Finalidade prática e perguntas em aberto

O projeto combina habitação, armazenamento e práticas de bioconstrução. A presença de áreas para reuniões espirituais e rituais é descrita como parte do uso do terreno, sem detalhamento de procedimentos. A proposta prioriza resistência a eventos climáticos e autonomia energética.

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