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Cidades abaixo do nível do mar enfrentam riscos e estratégias de adaptação

Cidades de diversos países ficam abaixo do nível do mar, exigindo diques, drenagem eficiente e monitoramento constante para evitar inundações e manter atividade

Foto: Joris van Rooden/Wikimedia Commons
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•Várias cidades ao redor do mundo ficam abaixo do nível do mar por razões geológicas, como depressões e movimentos tectônicos, exigindo drenagem eficiente e monitoramento para evitar inundações.

•Na Holanda, grande parte do território é plana e abaixo do nível do mar, protegido por diques, canais, bombas e polderes (terras drenadas).

•Além de Amsterdã e Roterdã, outros locais citados incluem Zoutkamp e Schokland, no norte da Holanda, bem como cidades em Israel, Jordânia, Estados Unidos, México e Portugal.

•Algumas áreas abaixo do nível do mar estão associadas a grandes centros urbanos e atividades econômicas, como Calipatria e Salton City na Califórnia, Nova Orleans na Louisiana e Bangkok.

•O texto ressalta a diferença entre o nível do mar e a referência global de altura, usando exemplos como o Mar Morto, que está abaixo dessa referência apesar de estar próximo a um corpo d’água.

O fenômeno de territórios abaixo do nível do mar ocorre em várias regiões do mundo por depressões naturais e movimentos tectônicos. A água e a erosão intensificam o desafio, exigindo drenagem eficiente, monitoramento constante e planejamento para evitar inundações e manter atividade econômica.

A Holanda costuma ser citada como exemplo clássico. Mucha de seu território é plana, formado por aluviais de rios e mares ao longo de milênios, o que facilita o manejo hídrico através de diques, canais e bombas que criam terras recuperadas, chamadas polders.

O litoral do Mar do Norte impõe outra lógica de defesa. A proximidade com o oceano sempre elevou o risco de inundações, o que moldou a infraestrutura de proteção do país, com obras de engenharia que permitem ocupação estável de áreas baixas.

Principais exemplos no mundo

Amsterdã, Países Baixos: a capital abriga cerca de 872 mil pessoas em 219 km². Parte da cidade fica entre 0,5 e 6 metros abaixo do nível do mar, protegida por sistemas de drenagem e diques.

Roterdã, Países Baixos: com 651 mil habitantes em 324 km², o porto é um dos maiores do mundo, dependente de barreiras como o Maeslantkering para evitar inundações.

Zoutkamp, Países Baixos: vila de ~500 habitantes no norte, cerca de 3 metros abaixo do nível do mar. Área agrícola protegida por diques e canais.

Schokland, Países Baixos: antiga ilha no Noordoostpolder, hoje desabitada, protegida de inundações e reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO.

Baku, Azerbaijão: capital com 2,3 milhões de habitantes em 2.130 km², localizada a 28 metros abaixo do nível do mar, polo de exploração de petróleo.

Nova Orleans, EUA: cidade de 370 mil habitantes, em 906 km², com 70% da área entre 1,5 e 6 metros abaixo do nível do mar, protegido por diques e bombas.

Jericó, Palestina: no Vale do Jordão, população de 23 mil em 58 km², situada a 258 metros abaixo do nível do mar, uma das cidades mais antigas habitadas do mundo.

Calipatria, Califórnia, EUA: no Vale Imperial, cerca de 7.200 habitantes em 9,11 km², a 56 metros abaixo do nível do mar, economia agrícola relevante na região desértica.

Salton City, Califórnia, EUA: no Vale de Coachella, ~5 mil moradores em 57 km², cerca de 38 metros abaixo do nível do mar, próxima ao Salton Sea.

Dead Sea Resorts, Jordânia/Israel: resorts ao redor do Mar Morto, com poucos moradores fixos, focados em turismo de saúde; a região fica em média 430 metros abaixo do nível do mar, o ponto mais baixo da Terra.

Bangkok, Tailândia: capital de cerca de 11 milhões de pessoas em 1.568 km², parte da cidade fica perto de 1 metro abaixo do nível do mar, com riscos de afundamento ligados ao uso intenso de água subterrânea e ao avanço do nível dos mares.

Mértola, Portugal: vila em Alentejo com 2.800 habitantes; partes ficam levemente abaixo do nível do mar devido ao caminho do Rio Guadiana e áreas sujeitas a inundação.

Stockton, Califórnia, EUA: cidade de ~329 mil habitantes em 168 km²; áreas sob 3 metros abaixo do nível do mar, com subsuperfície causada pela extração de água subterrânea.

Fenwick Island, Delaware, EUA: vilarejo litorâneo com ~400 habitantes; partes ficam 1 metro abaixo do nível do mar, com risco crescente de inundações pela elevação do nível do mar.

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